▼ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 4,94 (-0,3%)
▼ Dollar Index (DXY): ~103,6 pontos (-0,2%)
O mercado de divisas deve refletir pelo segundo dia o depoimento do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, no Comitê de Assuntos Bancários, Habitacionais e Urbanos do Senado dos EUA, após falas da autoridade terem impulsionado apetite por risco ontem (07). Adicionalmente, investidores devem repercutir também a decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) e posterior coletiva de imprensa de sua presidenta, Christine Lagarde.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Estatísticas fiscais de janeiro para o Brasil (BC) – 08h30min.
• Decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) – 10h15min.
• Pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA (DOL) – 10h30min.
• Balança comercial de janeiro dos EUA (BEA) – 10h30min.
• Palestra da presidenta do Banco Central Europeu, Christine Lagarde – 10h45min.
• Palestra do diretor de Política Econômica do Banco Central, Diogo Guillen – 11h30min.
• Depoimento do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, ao Senado dos EUA – 12h00min.
• Fluxo cambial semanal (BC) – 14h30min.
• Índice de Commodities Brasil (IC-Br) de fevereiro (BC) – 14h30min.
Depoimento de Powell continua O dólar negociado no mercado interbancário operava em queda na manhã desta quinta-feira, segundo dia de depoimento do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, no Congresso dos Estados Unidos. Ontem (06), o dirigente da autarquia afirmou aos parlamentares que a inflação apresentava trajetória descendente e que, se a economia continuasse a evoluir conforme as projeções do Fed, cortes de juros serão apropriados em determinado momento. Porém, Powell alertou que ainda não havia segurança para afirmar quando, uma vez que não poderia se afirmar com certeza que o índice de preços caminhava em direção à meta de 2% no horizonte. Ademais, as declarações Powell foram responsáveis por ampliar o apetite por risco globalmente devido às afirmações de que o Federal Reserve deveria realizar alterações na regulação bancária, de modo que diminuiria o valor das reservas de capitais compulsórias que as instituições financeiras, permitindo que haja mais capital disponível para aplicações. Assim, os agentes voltam sua atenção novamente às falas do presidente do Fed enquanto aguardam a divulgação dos pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA a fim de acompanhar a evolução do mercado de trabalho estadunidense. Nesse sentido, a mediana das estimativas prevê a entrada de 215 mil novos pedidos do benefício na última semana, mesmo valor reportado no período anterior, de forma que, caso o resultado seja menor que o esperado, deve-se entender que o setor de empregos se encontra mais apertado que o previsto, podendo causar elevação das pressões inflacionárias.
Decisão do BCE Os operadores devem acompanhar também nesta manhã a decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), para a qual há um forte consenso que taxa básica de juros deve ser mantida inalterada, e a divulgação das projeções macroeconômicas trimestrais da instituição. Apesar de os investidores concordarem que o BCE deve manter sua taxa básica em 4% ao ano, o comunicado é observado com diligência pois se espera que — com as projeções do banco central para a economia da zona do euro e o comunicado da presidenta da autarquia, Christine Lagarde — haja maiores sinalizações acerca de quando o afrouxamento monetário do Banco Central Europeu deve ser iniciado.
Balança comercial da China Adicionalmente, os agentes reagem nesta manhã ao resultado positivo da balança comercial chinesa no primeiro bimestre do ano, a qual atingiu seu recorde histórico. De acordo com o Escritório Nacional de Estatísticas da China (NBS), em janeiro e fevereiro — período escolhido para abrandar o efeito do feriado de Ano Novo Lunar, que caiu em momento diferentes em 2023 e 2024 — o país asiático registrou um superávit comercial de US$ 125,1 bilhões, com aumento de 7,1% das exportações e de 3,5% das importações em comparativo anual. Assim, somada às falas de Powell ontem, a publicação dos dados chineses acabou por elevar o apetite por risco dos investidores, favorecendo o desempenho de ativos de risco, como as commodities, ações e moedas emergentes como o real.




