▼ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 4,96 (-0,3%)
=Dollar Index (DXY): ~102,8 pontos (0,0%)
O mercado de divisas deve refletir a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) e vendas do varejo dos Estados Unidos de fevereiro, além do número de pedidos de auxílio-desemprego na última semana. As publicações devem ser lidas com atenção pelos agentes no contexto de dados mistos para a economia estadunidense no último mês.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) de janeiro do Brasil (IBGE) – 9h00min.
• Índice de Preços ao Produtor (PPI) de fevereiro dos EUA (BLS) – 9h30min.
• Vendas do varejo dos Estados Unidos de fevereiro (Census Bureau) – 9h30min.
• Pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA (DOL) – 9h30min.
• Fluxo cambial semanal (BC) – 14h30min.
Dados mistos para fevereiro O dólar negociado no mercado interbancário operava em queda na manhã desta quinta-feira, com agentes repercutindo dados de inflação ao produtor, vendas do varejo e pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos no contexto de resultados mistos para a economia do país no último mês. Após o Índice Gerente de Compras (PMI) do setor de serviços ficar abaixo do esperado e indicadores para o mercado de trabalho americano apresentarem resultados ambíguos, o índice de preços ao produtor (PPI) de fevereiro deve receber atenção especial dos investidores para firmar suas apostas para a trajetória dos juros praticados pelo Federal Reserve devido às incertezas do cenário, apesar de os operadores não terem reagido às últimas publicações do indicador, uma vez que as pressões inflacionárias no país não estão relacionadas aos preços industriais. Para a inflação ao produtor, o Escritório de Estatísticas Trabalhistas do EUA (BLS) reportou uma alta mensal de 0,6% em fevereiro, ante o avanço de 0,3% observado no mês anterior e acima da mediana das estimativas, que previa alta de 0,3%. Já o resultado dos pedidos de auxílio-desemprego ficou ligeiramente abaixo do antecipado — 209 mil novos pedidos do benefício, contra a estimativa de 215 mil —, também sinalizando uma economia mais aquecida que o esperado, com um mercado de trabalho mais resiliente. Os números do Departamento do Comércio dos Estados Unidos (DOC) para as vendas do varejo em fevereiro, por sua vez, ficaram ligeiramente abaixo do projetado — com alta de 0,6% no mês, contra expectativas de avanço de 0,7% —, além de ter havido revisão ampliando o resultado negativo reportado para janeiro, de -0,8% para -1,1%. Assim, os dados divulgados hoje continuam mostrando sinalizações ambíguas para a economia estadunidense, contudo, deve pesar mais para a recalibragem das apostas dos agentes os resultados de inflação acima do esperado tanto para o consumidor (CPI) quanto para o produtor em fevereiro, o que pode ampliar o entendimento de que o Federal Reserva pode estender seu aperto monetário por mais tempo que o previsto. Nesse sentido, apesar de não ter sido observado um movimento de mudanças nas projeções dos agentes após as últimas divulgações de dados econômicos, caso os agentes recalibrem posições com os resultados do dia, o movimento pode ser no sentido de adiar as apostas para o início do ciclo de cortes do Fed, o que tende a favorecer o desempenho do dólar, causando pressões altistas no câmbio.




