▲ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,04 (+0,3%)
▲ Dollar Index (DXY): ~103,9 pontos (+0,3%)
O mercado de divisas deve repercutir a decisão do Banco Central do Japão (BoJ) de realizar o primeiro aumento de juros em mais de 16 anos e abandonar sua política de controle dos rendimentos de títulos de dívida, enquanto investidores aguardam pelas decisões de juros no Brasil e nos EUA, amanhã (20).
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Boletim Focus semanal (BC) – 08h30min.
• Palestra do ministro da Fazenda, Fernando Haddad – 09h00min.
• Decisão de política monetária do Banco Central da China (PBoC) – 22h15min.
Fed mais cauteloso O dólar negociado no mercado interbancário operava em alta na manhã desta terça-feira, ao redor de 5,04 (10h00min), em uma sessão de fortalecimento generalizado da moeda americana. Os investidores reagem com pessimismo e cautela antes da decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve (Fed), reduzindo as apostas para um primeiro corte de juros da instituição em junho. Há uma expectativa de que o Fed sinalizará uma inflação maior e um número de cortes de juros em 2024 em suas projeções econômicas, e os operadores do mercado financeiros estão readequando suas posições antecipadamente.
Decisão histórica pelo BoJ O ambiente de negócios mais cauteloso coloca em segundo plano a decisão histórica do Banco Central do Japão de normalizar sua política monetária e encerrar o período de estímulos monetários massivos. Assim, o BoJ elevou sua taxa básica de juros de -0,10% a.a. para uma faixa entre 0,0% e 0,1%, no primeiro aumento de juros desde fevereiro de 2007 (17 anos), primeira vez acima de 0% desde maio de 2010 (quase 14 anos) e primeira vez acima do negativo desde fevereiro de 2016 (8 anos). Além da alta nos juros, a instituição abandonou sua política de controle dos rendimentos de títulos de dívida de curto e longo prazo (Yield Curve Control) e retirou de seu comunicado o trecho em que o BoJ se compromete a manter seu programa de estímulos mássivo “pelo tempo que for necessário para alcançar [a meta de inflação de 2% anuais] de maneira estável”. As mudanças eram largamente esperadas pelos investidores, de forma que seus efeitos foram anulados pela expectativa de juros mais elevados nos EUA, desvalorizando o iene para além do patamar de 150 ienes por dólar.




