▼ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,01 (-0,4%)
▲ Dollar Index (DXY): ~104,1 pontos (+0,3%)
Nesta “Super Quarta”, o mercado de divisas deve operar em compasso de espera pelas decisões de política monetária do Banco Central do Brasil e do Federal Reserve nos Estados Unidos. Apesar de haver forte consenso para ambos, os investidores esperam pelos comunicados a fim de acompanhar possíveis mudanças nas perspectivas dos dirigentes das autarquias.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Decisão de política monetária do Federal Reserve – 15h00min.
• Decisão de política monetária do Banco Central do Brasil – 18h30min.
Aguardo por comunicado do Fed O dólar negociado no mercado interbancário operava em queda na manhã desta quarta-feira, ao redor de 5,04 (10h00min), enquanto agentes aguardavam as decisões de política monetária do Federal Reserve e do Banco Central do Brasil. Para a deliberação do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), há o forte consenso de a taxa básica do Fed deve ser mantida no intervalo entre 5,25% e 5,50% ao ano. Assim,, os investidores voltam sua atenção para o tom que será adotado no comunicado e os dados que serão divulgados juntos à decisão do comitê, a fim de acompanhar possíveis mudanças nas projeções econômicas sumarizadas dos membros do FOMC. Nesse sentido, os operadores buscam entender de que forma o desenvolvimento recente da economia americana, com dados mais aquecidos que o esperado, pode ter afetado a confiança dos dirigentes no processo de desinflação do país. Dessa forma, espera-se que as projeções econômicas do FOMC colaborem para o ajuste das expectativas do mercado para a trajetória dos juros americanos em 2024.
Decisão do Copom Ademais, os agentes aguardam também a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) no Brasil, para a qual há menos incertezas. Assim como ocorre com o Fed, no Brasil há um forte consenso acerca da deliberação do Banco Central, de modo que os investidores esperam pelo comunicado do comitê a fim de buscar novas sinalizações acerca da atuação futura da autarquia. No contexto de indicadores econômicos sinalizando crescimento melhor que o esperado, os investidores devem acompanhar a publicação do documento em busca de eventuais mudanças na indicação de continuidade do ritmo de cortes em 0,50 ponto percentual e no balanço de riscos da instituição, com a possibilidade de os membros do Copom considerarem a extensão maior que o esperado do aperto monetário americano e a resiliência da inflação de serviços no Brasil




