▼ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,03 (-0,4%)
= Dollar Index (DXY): ~104,2 pontos (0,0%)
O mercado de divisas deve repercutir a divulgação do Relatório de Situação de Emprego (payroll) de março dos Estados Unidos, o qual deve ser lido pela ótica de antecipação da trajetória dos juros americanos pelos agentes de mercado.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Nota de Política Fiscal de fevereiro (BC) – 8h30min.
• Relatório de Situação de Emprego de março dos EUA (DOL) – 9h30min.
• Palestra da presidente do Fed de Boston, Susan Collins – 9h30min.
• Palestra do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto – 10h00min.
• Palestra do presidente do Fed de Richmond, Tom Barkin – 10h15min.
• Palestra do presidente do Fed de Dallas, Lorie Logan – 12h00min.
• Palestra da conselheira do Federal Reserve, Michelle Bowman – 13h00min.
• Posição Semanal dos Agentes (CFTC) – 16h30min.
Payroll de março O dólar negociado no mercado interbancário abriu as operações desta quinta em baixa, sendo cotado próximo de R$ 5,04 (10h20) após resultado mais forte que o esperado para o Relatório de Situação de Emprego (payroll) de março dos EUA. De acordo com o documento do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos (DOL), foram criados no último mês 303 mil novos postos de trabalho, ante o aumento de 270 mil vagas no mês anterior, ao passo que a taxa de desemprego ficou em 3,8% em março, ligeiramente abaixo do mês anterior e da taxa prevista (3,9% para ambos). O resultado ficou bem acima do antecipado pela mediana das estimativas, a qual projetava a abertura de 200 mil posições de emprego, o que elevou a percepção dos investidores de riscos associados a uma possível elevação das pressões inflacionários em função do nível de atividade econômica do país. A publicação do payroll mostrando um mercado de trabalho mais aquecido que o projetado ocorreu após uma sucessão de dado econômicos mais fracos que o esperado para o país e comentários com tom mais suave por parte do presidente do Federal Resserve, Jerome Powell, o que havia elevado o otimismo dos agentes. No entanto, o documento do Departamento do Trabalho americano deve ajudar os operadores a ajustarem suas posições em meio ao cenário repleto de incertezas para a trajetória da taxa básica dos Estados Unidos, no sentido de fortalecer o entendimento de que os membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Fed devem manter o aperto monetário por mais algum tempo. Assim, as apostas para o início do ciclo de cortes da autarquia estadunidense podem ser adiadas, o que favorece a atratividade da renda fixa americana e fortalece o dólar, prejudicando o desempenho de moedas emergentes como o real.




