▲ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,17 (+1,0%)
▲ Dollar Index (DXY): ~106,1 pontos (+0,1%)
O mercado de divisas deve repercutir o ambiente externo incerto e volátil após a retaliação iraniana a Israel durante o fim de semana. No Brasil, o destaque deve ser o envio do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) para o Congresso Nacional, quando se definirá a meta fiscal para 2025.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Vendas do varejo americano de março (Census) – 09h30min.
• Índice regional de atividade manufatureira de abril do Fed de New York – 09h30min.
• Balança comercial semanal (Secex) – 15h00min.
• Produto Interno Bruto (PIB) do 1º trimestre da China (NBS) – 23h00min.
• Produção Industrial e vendas do varejo da China em março (NBS) – 23h00min.
Temores de conflito Irã-Israel O dólar negociado no mercado interbancário operava em alta na manhã desta segunda-feira, refletindo novamente um ambiente externo de aversão a riscos e busca por ativos de segurança. O principal fator nessa aversão é o cenário de incerteza e insegurança sobre o conflito no Oriente Médio após o Irã retaliar a um ataque em sua embaixada na Síria, no começo do mês, com mais de 300 drones e mísseis balísticos em direção a Israel. Embora a retaliação iraniana tenha sido largamente antecipada e efetivamente neutralizada, trata-se do primeiro ataque direto do Irã ao território israelense e há receios de que os países possam entrar em um conflito direto, agravando o cenário geopolítico da região, que está instável desde os ataques do Hamas ao território israelense, em 07 de outubro.
Temores inflacionários nos EUA Adicionalmente, contribui para o fortalecimento da moeda americana a divulgação de que as vendas do varejo americano cresceram acima do esperado, reforçando a percepção de que a economia do país está excessivamente aquecida para que a inflação retorne à meta anual de 2% do Federal Reserve. Embora o crescimento econômico do país seja uma boa notícia e largamente inesperado no começo do aperto monetário pelo Fed, há uma interpretação de que os dados econômicos recentes, com elevada demanda por mão de obra, resiliência do consumo interno às condições mais restritivas para o crédito e inflação maior que o antecipado, devem manter o Federal Reserve em uma postura cautelosa, evitando cortes de juros enquanto não se assegurar que a estabilização de preços está ocorrendo. Isso provoca a piora seguida das expectativas de investidores para a queda dos juros no país e, por outro lado, contribui para o fortalecimento do dólar na medida em que se esperam rendimentos maiores para investimentos denominados na moeda.
Riscos fiscais no Brasil Por fim, contribui para o enfraquecimento do real a expectativa de que o governo federal irá alterar suas metas fiscais para o ano de 2025. Essas metas precisam ser enviadas ainda hoje para o Congresso Nacional, junto com o PLDO de 2025. De acordo com reportagens de imprensa, a equipe econômica deve diminuir a meta de 0,5% de superávit primário para uma faixa entre 0% e 0,25% de superávit, o que significa um esforço menor para a redução de despesas e, consequentemente, menor credibilidade fiscal. Às 17h00min, o secretário executivo do Ministério do Planejamento, Gustavo Guimarães, o secretário de Orçamento Federal, Paulo Bijos, o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, e o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, darão entrevista à imprensa para apresentar o PLDO.




