▲ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,20 (+0,3%)
▼ Dollar Index (DXY): ~106,1 pontos (-0,1%)
O mercado de divisas deve continuar a repercutir um ambiente externo mais avesso ao risco, em meio a tensões geopolíticas no Oriente Médio e expectativa de juros americanos em níveis mais elevados por mais tempo. Além disso, investidores devem refletir percepções de risco fiscal no Brasil e um Produto Interno Bruto (PIB) melhor que o esperado na China.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Boletim Focus semanal (BC) – 08h30min.
• Palestra do vice-presidente do Federal Reserve, Phillip Jefferson – 10h00min.
• Monitor do PIB de fevereiro (FGV) – 10h15min.
• Produção industrial americana de março (Fed) – 10h15min.
• Palestra do presidente do Federal Reserve de New York, John Williams – 13h30min.
• Palestra do presidente do Federal Reserve de Richmond, Tom Barkin – 14h00min.
• Palestra do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell – 14h15min.
Riscos fiscais no Brasil O dólar negociado no mercado interbancário operava em alta na manhã desta terça-feira, cotado ao redor de R$ 5,23 (09h45min), estendendo as pressões sobre a moeda brasileira. Ontem (15), o real teve um dos piores desempenhos globais da sessão após o governo federal enfraquecer as metas orçamentárias entre 2025 e 2027, piorando as percepções de riscos fiscais de ativos brasileiros. Ao encaminhar o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025 para o Congresso Nacional, a equipe econômica previu uma trajetória com superávit primário 0,0% do PIB em 2025, 0,25% do PIB em 2026, 0,5% do PIB em 2027 e 1% do PIB em 2028. Anteriormente, a lei do novo arcabouço fiscal previa superávit de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025 e de 1,0% do PIB a partir de 2026. Na prática, a mudança enfraquece a proposta original do arcabouço fiscal e atrasa o processo de estabilização do endividamento público, sinalizando que o Palácio do Planalto deseja realizar um esforço menor para a redução de despesas e às custas de credibilidade fiscal.
Temores inflacionários nos EUA Adicionalmente, as perspectivas para os juros americanos estarão em destaque neste pregão, com a divulgação da produção industrial americana em março, às 10h15min, e comentários de diversos integrantes do Federal Reserve sobre o estado da conjuntura do país e o balanço de riscos inflacionários. É provável que ambos reforcem a uma interpretação de que os dados econômicos recentes, com elevada demanda por mão de obra, resiliência do consumo interno às condições mais restritivas para o crédito e inflação maior que o antecipado, devem manter o Federal Reserve em uma postura cautelosa, evitando cortes de juros enquanto não se assegurar que a estabilização de preços está ocorrendo. Isso provoca a piora seguida das expectativas de investidores para a queda dos juros no país e, por outro lado, contribui para o fortalecimento do dólar na medida em que se esperam rendimentos maiores para investimentos denominados na moeda.
Crescimento do PIB da China Por fim, pode contribuir para amenizar o pessimismo externo a divulgação de que o PIB chinês cresceu em 5,3% no primeiro trimestre de 2024 ante o mesmo período de 2023, acima da mediana das estimativas, que apontava para alta de 5,0%. Ainda que as vendas do varejo e produção industrial de março tenham apresentado desempenho pior que o esperado, o dado do PIB pode melhorar as expectativas para o crescimento econômico da China em 2024 e, consequentemente, a perspectiva para demanda por commodities do país, beneficiando moedas de países exportadores de produtos primários, como o Brasil.




