= Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,25 (0,0%)
▼ Dollar Index (DXY): ~106,1 pontos (-0,1%)
O mercado de divisas deve repercutir o aumento da tensão no Oriente Médio, com a extensão dos conflitos entre Israel e Irã ampliando a aversão ao risco dos investidores globalmente. Ademais, os agentes devem monitorar também as falas do presidente do Banco Central do Brasil em seminários realizados em Washington hoje (19), esperando por maiores sinalizações acerca do futuro da política monetária brasileira.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Sondagem da Indústria de abril do Brasil (CNI) – 10h00min.
• Palestra do presidente do Fed de Chicago, Austan Goolsbee – 11h30min.
• Palestras do presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto – 13h30min e às 16h00min.
Aversão ao risco no exterior O dólar negociado no mercado interbancário oscilava entre altas e baixas na manhã desta sexta-feira, de modo que, após abrir em alta, a moeda americana devolveu parte dos ganhos e era cotada ao redor de R$ 5,25 (10h20min). Após a continuação dos ataques entre Israel e Irã na última quinta (18), ampliou-se o sentimento de aversão ao risco globalmente, o que fez com que moedas fortes como o franco suíço e o iene japonês apresentassem forte avanço na última sessão enquanto os investidores buscavam cobertura por ativos de segurança. Assim, os agentes operam com cautela e o desempenho dos ativos de risco, tais como as ações, commodities e moedas de países emergentes — como o real — é afetado, o que causa pressões altistas sobre o câmbio.
Perspectivas para Selic Adicionalmente, os operadores monitoram também as falas do presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, após suas declarações de que, caso as incertezas acerca do cenário fiscal brasileiro continuem a crescer, é possível que o BC realize uma redução do ritmo de cortes da taxa básica Selic, desacelerando para reduções de 0,25 ponto percentual por reunião. Os investidores já internalizaram tal projeção e a aposta majoritária para a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do dia 8 de março passou para uma diminuição dos juros a 10,50% ao ano. Nesse sentido, caso o Bacen reduza o ritmo do seu afrouxamento monetário, o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos seria favorecido, o que tende a fortalecer o real brasileiro frente ao dólar.




