▲ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,18 (+0,2%)
▼ Dollar Index (DXY): ~106,0 pontos (-0,1%)
O mercado de divisas repercute a divulgação do boletim Focus semanal, que mostra forte revisão das estimativas para juros, câmbio, crescimento e inflação no Brasil em 2024 em meio a uma elevação da percepção de riscos fiscais e discurso mais duro do Banco Central. Adicionalmente, o presidente da República realiza café da manhã com jornalistas às 10h00min, quando seguramente será questionado sobre despesas públicas e relacionamento com o Congresso Nacional.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Prévia do Índice Gerente de Compras (PMI) industrial e de serviços da área do euro de abril (S&P Global) – 05h00min.
• Entrevista do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva – 10h00min.
• Boletim Focus semanal (BC) – 08h30min.
• Arrecadação federal de março (SRF) – 10h30min.
• Índice regional de atividade manufatureira de abril do Federal Reserve de Richmond – 11h00min.
Piora no Focus O dólar negociado no mercado interbancário operava em alta na manhã desta terça-feira, cotado ao redor de R$ 5,18 (09h30min), refletindo a divulgação do boletim Focus semanal pelo Banco Central. Após uma semana de elevação da percepção de riscos fiscais no Brasil, provocada pela alteração das metas orçamentárias pelo governo entre 2025 e 2027, e de comentários mais cautelosos do presidente do BC, Roberto Campos Neto, sobre as perspectivas para a condução da política monetária, o boletim desta semana mostra significativa revisão para cima nas projeções das principais variáveis macroeconômicas brasileira. Com a possibilidade de elevação das despesas públicas, as instituições financeiras alteraram suas previsões em 2024 para o Produto Interno Bruto de 1,95% para 2,02%, para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 3,71% para 3,73%, para a taxa de câmbio ao final do ano de R$ 4,97 para R$ 5,00 e para a taxa básica de juros (Selic) de 9,13% a.a. para 9,50% a.a. em dezembro deste ano. As revisões mostram uma piora nas avaliações de especialistas sobre a evolução econômica do país, apontando maiores pressões inflacionárias e que, como consequência, exigiria um aperto monetário mais rígido pelo BC.




