▲ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,14 (+0,2%)
▲ Dollar Index (DXY): ~105,9 pontos (+0,2%)
Em dia de agenda esvaziada, o mercado de divisas deve repercutir falas do diretor de Política Monetária do Banco Central, Gabriel Galípolo, em semana após mudança nas metas fiscais do Governo Federal e falas com tom mais cauteloso do presidente da autarquia, Roberto Campos Neto, que levaram ao aumento das projeções para a taxa Selic no Boletim Focus.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Encomendas de bens duráveis de março dos EUA (DOC) – 09h30min.
• Palestra do diretor de Política Monetária do Banco Central, Gabriel Galípolo – 15h00min.
Falas de Galípolo O dólar negociado no mercado interbancário operava em alta na manhã desta terça-feira, cotado ao redor de R$ 5,15 (10h15min), enquanto investidores aguardam falas do diretor de Política Monetária do Banco Central, Gabriel Galípolo. Apesar do ambiente externo com maior apetite por risco desde o começo da semana, com certo alívio dos receios com conflitos no Oriente Médio e a prévia do Índice de Gerentes de Compras (PMI) consolidado dos Estados Unido indicando um nível de atividade menor que o esperado, os investidores brasileiros operam com cautela devido às elevadas incertezas no cenário doméstico. Na última semana, o governo federal enfraqueceu as metas orçamentárias entre 2025 e 2027, de modo que, para o próximo ano, o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) da equipe econômica do governo estabeleceu como alvo um superávit primário de 0%, em vez da meta de 0,5% estabelecida anteriormente. A mudança causou ampliação dos temores acerca do equilíbrio das contas públicas brasileiras, o que levou os agentes a elevarem o prêmio de risco cobrado devido às maiores incertezas da conjuntura. Assim, o presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, apresentou um tom mais cauteloso em falas durante eventos e afirmou que, caso as incertezas no âmbito fiscal continuem crescentes, o Comitê de Política Monetária (Copom) poderia diminuir o ritmo do ciclo de cortes para reduções de 0,25 ponto percentual por reunião. Nesse sentido, o Boletim Focus divulgado ontem (23), mostrou que os agentes aumentaram suas projeções para a taxa básica de juros ao fim de 2024 de 9,13% para 9,50% ao ano. Desse modo, hoje (24), os operadores devem voltar sua atenção para as falas de Galípolo a fim de buscar novas sinalizações acerca da atuação do Banco Central e da trajetória da Selic no ano.




