▼ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,35 (-0,1%)
▲ Dollar Index (DXY): ~105,4 pontos (+0,3%)
Em dia de agenda vazia, o mercado de divisas deve repercutir a publicação do IPCA de maio para o Brasil, que veio levemente acima do estimado e impulsionado por preços de alimentos, enquanto investidores aguardam pela divulgação de dados de inflação americana e decisão de juros pelo Federal Reserve (Fed) de amanhã.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio (IBGE) – 09h00min.
• Palestra do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto – 10h10min.
• Índice de Preços ao Consumidor (CPI) e ao Produtor (PPI) de maio da China (NBS) – 22h30min.
IPCA mais alto em maio O dólar negociado no mercado interbancário alternava entre perdas e ganhos na manhã desta terça-feira, quando era negociado ao redor de R$ 5,35 (10h30min). Pela manhã, o IBGE divulgou que o IPCA cresceu 0,46% em maio, acima da alta de 0,38% de abril e acima da mediana das estimativas, que apontava para 0,42% no mês. Embora tenha sido impulsionado pelo aumento dos preços de itens de alimentação e bebidas, o crescimento também foi maior que o esperado para os itens de serviço e para o núcleo de preços, que exclui os voláteis componentes de alimentação e energia, com alta de 0,39% em ambos.
Revisão de despesas com saúde e educação O IPCA não parece ter afetado a cotação do real, visto que investidores repercutiam reportagem do jornal Folha de São Paulo que afirmava que o Ministério da Fazenda estuda alterações para as regras orçamentárias para saúde e educação, limitando o crescimento real do valor mínimo dessas despesas para 2,5% ao ano, equiparando-as às demais despesas limitadas pelo arcabouço fiscal. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse a jornalistas que há “vários cenários” em consideração para a revisão da correção dos pisos constitucionais de saúde e educação, porém que ainda se encontram em estágio preliminar. A informação aparenta aliviar suavemente as preocupações de investidores com o equilíbrio das contas públicas no Brasil e contribui para sustentar o valor do real próximo à estabilidade na sessão.




