Câmbio abre semana em queda, cotado abaixo de R$ 5,50
Dólar prolonga o movimento da sexta-feira, após sinalização mais conservadora do BC e estabilização dos mercados no exterior
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,49 (-0,5%)
▲ Dollar Index (DXY): ~103,23 pontos (+0,1%)
Nesta segunda-feira (12), o par real/dólar operava em queda de 0,4%, cotado a R$ 5,492 nos primeiros minutos de negociação. O movimento de baixa repercutia a melhora na percepção de risco dos investidores ao redor do mundo - após uma semana marcada por forte volatilidade nos mercados acionários -, e a comunicação mais cautelosa do diretor de política monetária do Banco Central, Gabriel Galípolo, em resposta aos dados do IPCA, que mostraram avanço da inflação em julho.
Ao longo do dia, o mercado de câmbio ainda deve ser influenciado pelas falas do presidente do BC, Roberto Campos Neto, e de Galípolo, assim como pelas expectativas para o índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos, que será divulgado na quarta-feira. O indicador servirá de referência na definição da magnitude do corte da taxa de juros do Federal Reserve, esperado para setembro.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Boletim Focus semanal (BC) – 08h30min.
• Palestra do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto – 10h00min.
• Palestra do diretor de política monetária do Banco Central, Gabriel Galípolo – 14h30min
• Balança comercial semanal (Secex) – 15h00min.
Ajuste nas expectativas Nesta manhã, o mercado doméstico de câmbio prolongava o movimento de baixa da última sexta-feira (9), devolvendo as cotações para baixo da marca dos R$ 5,50 nas primeiras operações do dia. Assim como no fechamento da semana passada, a sinalização mais cautelosa do Banco Central, percebida após declarações de Gabriel Galípolo, favorecia a moeda brasileira. O diretor de política monetária do BC, um dos principais nomes para substituir Roberto Campos Neto a partir do ano que vem, afirmou que votará por um aumento da Selic no curto prazo, caso necessário. A fala de Galípolo também foi reforçada pelo diretor de política econômica do BC, Diogo Guillen, o que contribuiu para atenuar a desconfiança do mercado com os membros do Copom indicados pelo governo Lula, e com sua possível tolerância com uma inflação mais elevada. Os comentários dos diretores se refletiram em ajustes nas expectativas dos economistas ouvidos pela pesquisa Focus, com elevação de 25 pontos base nas projeções da Selic para o final de 2025, de 9,50% para 9,75%. O avanço do IPCA de julho também resultou em elevação das estimativas dos analistas, passando de 4,10% para 4,12% ao final de 2024, e de 3,96% para 3,98% em 2025.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS




