Câmbio abre quinta em baixa, cotado ao redor de R$ 5,42
Dólar deve refletir decisões de política monetária da “Super Quarta”
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,42 (-0,7%)
= Dollar Index (DXY): ~101,00 pontos (0,0%)
O mercado de divisas deve repercutir as decisões de juros dos bancos centrais de Brasil e Estados Unidos, após o Federal Reserve iniciar seu ciclo de cortes de juros com uma redução de 0,50 p.p. enquanto o Comitê de Política Monetária (Copom) adotou tom mais firme e aumentou a taxa básica de juros (Selic) em 0,25 p.p.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Decisão de política monetária do Banco Central da Inglaterra (BoE) – 08h00min.
• Pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA (DOL) – 09h30min.
• Dados de arrecadação federal de agosto (Receita Federal) – 10h30min.
Copom mais firme ao aumentar os juros O dólar negociado no mercado interbancário apresentava tendência de queda nas primeiras operações desta quinta-feira, quando era cotado ao redor de R$ 5,42 (10h30min), refletindo a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que, ontem, de forma unânime, optou por iniciar um novo ciclo de aperto monetário no país. O aumento de 0,25 p.p. para a taxa básica de juros (Selic) já era amplamente previsto pelos agentes do mercado financeiro, que aguardavam uma postura mais firme dos dirigentes do órgão no comunicado da decisão. No comunicado, o Copom reiterou seu "firme compromisso com a convergência da inflação à meta", adotando um tom mais forte quanto à necessidade de uma política monetária mais restritiva para lidar com o balanço de riscos assimétrico e com viés de alta. Em relação ao cenário externo, a autoridade monetária continua a recomendar cautela, destacando a falta de sincronia entre os principais bancos centrais, especialmente nos países emergentes. O comunicado também salientou que "o ambiente externo permanece desafiador, devido ao momento de inflexão do ciclo econômico nos Estados Unidos". No âmbito interno, o cenário é descrito como "caracterizado por resiliência na atividade, pressões no mercado de trabalho, hiato do produto positivo, aumento nas projeções de inflação e expectativas desancoradas", fatores que justificariam a necessidade de uma política monetária mais restritiva. Embora o órgão não tenha fornecido orientações claras sobre os próximos passos, alertou os investidores de que "o ritmo dos ajustes futuros na taxa de juros e a magnitude total do ciclo iniciado serão determinados pelo firme compromisso com a convergência da inflação à meta". A expectativa de altas para a Selic ao mesmo tempo em que o Federal Reserve realiza um ciclo de cortes de juros amplia a perspectiva de diferencial de juros brasileiro, o que torna os títulos domésticos mais rentáveis e contribui na atração de investimentos estrangeiros, fortalecendo o real.
FOMC prega cautela ao cortar juros No exterior, o ambiente de negócios é de apetite global por riscos após o Federal Reserve (Fed) iniciar seu ciclo de afrouxamento monetário com uma redução de 0,50 p.p. à sua taxa básica de juros, do intervalo entre 5,25% e 5,50% a.a. para a faixa entre 4,75% e 5,00% a.a. Embora houvesse consenso de que o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) diminuiria sua taxa de juros na decisão de hoje, havia dúvida sobre sua a magnitude, com aproximadamente 60% das apostas antecipando um corte de 50 pontos-base contra aproximadamente 40% prevendo um corte de 25 pontos-base. Como esse corte não estava totalmente precificado, a opção de um início mais contundente surpreendeu em parte e provocou imediatamente um expressivo enfraquecimento da moeda americana. Esse movimento inicial foi suavizado após o presidente do Fed, Jerome Powell, adotar um discurso mais cauteloso, afirmando que o banco central estadunidense não está atrasado na condução de sua política monetária nem possui pressa em realizar novos cortes, bem como pela divulgação das projeções econômicas sumarizadas do FOMC, que apontam, em sua mediana, para uma redução de apenas mais 0,50 p.p. nos juros este ano e de mais 1,00 p.p. no ano de 2025, ou seja, 50 pontos-base a menos que o antecipado pelos investidores na véspera da decisão.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS






