Câmbio abre a quinta em forte queda, cotado ao redor de R$ 5,44
Dólar deve refletir RTI, estímulos chineses e declarações de Powell e Campos Neto
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,44 (-0,7%)
= Dollar Index (DXY): ~100,9 pontos (0,0%)
Em dia de agenda cheia, o mercado de divisas deve repercutir a um novo conjunto de estímulos econômicos chineses, à divulgação do Relatório Trimestral de Inflação (RTI) do Banco Central do Brasil, seguido de entrevista coletiva, a novos dados para a economia americana e a uma sequência de falas públicas de integrantes do Federal Reserve.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Relatório Trimestral de Inflação do terceiro trimestre (BC) – 08h00min.
• Índice de Preços ao Produtor de agosto (IBGE) – 09h00min.
• Pedidos semanais de auxílio-desemprego dos EUA (DOL) – 09h30min.
• Leitura final do Produto Interno Bruto (PIB) americano do segundo trimestre (BEA) – 09h30min.
• Encomenda de bens duráveis de agosto dos EUA (Census) – 09h30min.
• Palestra da membra do Conselho de Governadores do Federal Reserve, Adriana Kugler – 10h10min.
• Palestra da presidente do Federal Reserve de Boston, Susan Collins – 10h10min.
• Palestra do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell – 10h20min.
• Palestra do presidente do Federal Reserve de New York, John Williams – 10h25min.
• Palestra da presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde – 10h30min.
• Entrevista coletiva do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e de seu diretor de política econômica, Diogo Guillen – 11h00min.
• Palestra do vice-presidente de Supervisão do Federal Reserve, Michael Barr – 11h30min.
• Palestra do presidente do Federal Reserve de Minneapolis, Neel Kashkari – 14h00min.
Novos estímulos chineses Em dia agenda carregada, o dólar negociado no mercado interbancário apresentava forte tendência de baixa nas primeiras operações desta quinta-feira, quando era negociado ao redor de R$ 5,44 (10h10min), impulsionado por reportagens de novos estímulos econômicos na China. Reuters e Bloomberg divulgaram nesta manhã que o Ministério das Finanças do país deve emitir títulos de dívida soberana de 2 trilhões de yuans (cerca de US$ 283,43 bilhões) para estimular a demanda interna e para ajudar governos locais a enfrentar um sobre-endividamento. Além disso, ambas as agências de notícias afirmam que novas medidas de estímulo fiscal devem ser anunciadas esta semana. O divulgação destas medidas ocorre dois dias depois do banco central do país anunciar um conjunto amplo de estímulos monetários e reforça a percepção entre investidores de que as autoridades chinesas estão determinadas a acelerar o crescimento econômico do país, que mostra sinais de enfraquecimento há meses, e favorece o desempenho de ativos arriscados na sessão, como ações, commodities e moedas de países exportadores de produtos primários, como o real.
Política monetária no Brasil e nos EUA Investidores devem se manter alertas, também, a novos sinais para a trajetória dos juros nos EUA e no Brasil. Por aqui, a divulgação do RTI, publicação mais completa de análise de conjuntura do Banco Central, seguida de coletiva pelo seu presidente e seu diretor de Política Econômica, podem fortalecer as apostas de um ciclo mais longo de altas para a taxa básica de juros (Selic). Nos Estados Unidos, a divulgação do PIB do terceiro trimestre, dos pedidos semanais de seguro-desemprego e discursos de diversas autoridades do Federal Reserve (Fed), incluindo seu presidente, podem fornecer pistas sobre o ritmo de cortes de juros pelo Fed. A expectativa de elevação dos juros no Brasil ao mesmo tempo em conjunto com reduções para os juros americanos favorece a perspectiva para o diferencial de juros brasileiro frente a outras economias e contribui para a atração de capitais externos, fortalecendo o real.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS





