Câmbio abre a segunda em baixa, cotado ao redor de R$ 5,43
Dólar deve refletir Ptax de fim de mês, expectativas para a Selic e otimismo com a China
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,43 (-0,1%)
= Dollar Index (DXY): ~100,4 pontos (0,0%)
O movimento do último pregão do mês deve apresentar maior volatilidade nos horários utilizados pelo Banco Central (BC) para a formação da taxa Ptax de fim de mês, entre as 10h00min e as 13h10min. Adicionalmente, o mercado de divisas deve repercutir a elevação da projeção mediana para a taxa básica de juros (Selic) no boletim Focus e o ambiente global de apetite por riscos após anúncios de medidas de estímulo econômico na China.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Boletim Focus semanal (BC) – 08h30min.
• Estatísticas fiscais de agosto (BC) – 08h30min.
• Entrevista do ministro da Fazenda, Fernando Haddad – 08h30min.
• Palestra da membra do Conselho de Governadores do Federal Reserve, Michelle Bowman – 09h50min.
• Palestra da presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde – 10h00min.
• Relatório Mensal da Dívida Pública Federal de agosto (STN) – 10h30min.
• Palestra do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell – 14h55min.
Taxa Ptax de fim de mês O dólar negociado no mercado interbancário apresentava tendência de queda nas primeiras operações desta segunda-feira, quando era cotado ao redor de R$ 5,43 (10h10min). O pregão deve apresentar volume de negócios e volatilidade maiores dentro das janelas de horários utilizadas pelo BC para o cálculo da taxa Ptax de fim de mês, entre as 10h00min e as 13h10min. A taxa Ptax é uma referência divulgada diariamente pelo BC e seu valor de fim de mês é muito utilizado em contratos de câmbio e derivativos. Desta forma, os operadores do mercado intensificam suas operações durante estes intervalos, disputando a sua definição.
Bom humor externo O ambiente mundial de negócios desta terça é de otimismo e apetite por riscos, ainda na esteira de diversas medidas de estímulos monetários adotadas pela China, com redução de diversas taxas de juros importantes e emissão de dívida para sustentar o nível de gastos públicos no país. Neste domingo, anunciou-se a redução das taxas utilizadas para financiamento e refinanciamento de hipotecas, buscando recuperar o desempenho do setor imobiliário do país após vários meses de piora nos indicadores de vendas e de investimentos. Ontem, a divulgação de números para a Índices Gerentes de Compras (PMIs) chineses reforçou a percepção entre investidores de que a economia precisa de estímulos para se revigorar, com contração leve da indústria e expansão suave dos serviços. Há uma leitura de desaceleração do ritmo de crescimento chinês, com demanda doméstica enfraquecida, realimentando preocupações de que o Produto Interno Bruto (PIB) do país pode não alcançar a meta oficial de 5% de aumento para 2024. De toda forma, os pacotes de estímulos elevaram o otimismo externo, beneficiando o desempenho de ativos arriscados, como ações, commodities e moedas de países exportadores de produtos primários, como o real.
Expectativa de altas para a Selic Contribui para o fortalecimento do real, também, a expectativa para elevações na taxa básica de juros (Selic) no curto prazo. Nesta manhã, o boletim Focus semanal aumentou novamente a projeção mediana para a Selic, antecipando mais 1,25 p.p. de altas nas próximas três decisões, o que levaria a taxa a 12,00% a.a. no começo de 2025. O Banco Central voltou a adotar um ciclo de aperto monetário por conta de um balanço de riscos inflacionários assimétrico e com viés de alta, resultado, principalmente, de uma “desancoragem” das expectativas inflacionárias futuras. Nesse sentido, a divulgação das estatísticas fiscais de agosto, que mostraram um déficit primário acumulado em 12 meses de 2,3% do PIB, deve manter investidores preocupados com o equilíbrio das contas públicas e, dessa forma, com a possibilidade de reaceleração dos preços, o que reforça a previsão de novas altas da Selic. A perspectiva de aumento de juros no Brasil, assim como a perspectiva de cortes de juros nos EUA, eleva as expectativas para o diferencial de juros doméstico ante outras economias, o que torna os títulos denominados em reais mais atrativos e favorece a atração de capitais externos, fortalecendo o real.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS





