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Abertura de Câmbio

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Câmbio inicia a quarta em queda, cotado ao redor de R$ 5,43

 
Leonel Oliveira Mattos
Vitor Andrioli

 

Dólar deve refletir melhora da nota de crédito brasileiro, dados de emprego nos EUA e receios quanto ao Oriente Médio

▼ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,43 (-0,6%)
▲ Dollar Index (DXY): ~101,5 pontos (+0,3%)

O mercado de divisas local deve repercutir a melhora da nota de risco brasileiro pela agência de classificação de risco Moody’s, enquanto investidores globais devem refletir os temores de uma ampliação do conflito no Oriente Médio e a divulgação de estimativa para emprego privado nos EUA.

Agenda do dia (horário de Brasília):
•    Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) de agosto (IBGE) – 09h00min.
•    Pesquisa de empregos privados dos EUA em setembro (ADP) – 09h15min.
•    Palestra da presidente do Federal Reserve de Cleveland, Beth Hammack – 10h00min.
•    Palestra do presidente do Federal Reserve de Saint Louis, Alberto Musalem – 10h00min.
•    Palestra da membra do conselho de governadores do Federal Reserve, Michelle Bowman – 12h00min.
•    Palestra do presidente do Federal Reserve de Richmond, Tom Barkin – 13h15min.
•    Fluxo cambial semanal (BC) – 14h30min.
•    Palestra do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto – 20h00min.

Elevação da nota de crédito brasileira O dólar negociado no mercado interbancário apresentava tendência de queda nas primeiras operações desta quarta-feira, quando era cotado ao redor de R$ 5,43 (10h20min), impulsionado pela inesperada melhora da nota de crédito soberano brasileiro pela agência de classificação de risco Moody’s, após o encerramento da sessão de ontem. Cinco meses após elevar a perspectiva de crédito brasileiro de “neutra” para “positiva”, a agência elevou a nota do Brasil de Ba2 para Ba1, mantendo a perspectiva positiva, deixando a apenas um nível do chamado “grau de investimento” (Baa3). Em nota, a agência cita um crescimento econômico mais robusto do que o antecipado e um histórico crescente de reformas que conferem resiliência ao seu perfil de crédito, embora a classifique a credibilidade do arcabouço fiscal como “moderada”. “A despeito de uma carga de dívida relativamente alta, a solidez fiscal do Brasil se beneficia de um grande mercado interno que permite ao governo emitir principalmente em moeda nacional e de ativos líquidos consideráveis no valor de cerca de 15% do PIB”. Nesse sentido, a evolução da nota de crédito brasileira se alinha aos comentários de ontem do presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, de que a exigência de prêmios de risco de ativos brasileiros parece exagerada em comparação com outras economias. Campos Neto afirmou que “diversos países possuem uma situação frágil nas contas públicas e no endividamento”, alguns piores que o Brasil, e que “a precifição [do prêmio de risco] do Brasil parece exagerada (...) em comparação a outros países”.

Receios geopolíticos no Oriente Médio A recente escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio deve continuar impactando o apetite por risco dos investidores durante a sessão de hoje. Ontem, o governo iraniano realizou um ataque sem precedentes a Israel, lançando dezenas de mísseis balísticos em retaliação à morte de líderes importantes do Hezbollah, organização política e paramilitar do Líbano. Embora tenha sido o maior ataque já realizado pelo Irã ao país, a maioria dos projéteis foi interceptada pelas forças israelenses e americanas. O ataque ocorre em um momento crítico, com Israel envolvido em dois conflitos simultâneos – contra o Hamas e o Hezbollah –, aumentando as preocupações dos investidores quanto à possível intensificação da guerra e um envolvimento direto do Irã. Em resposta, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que a ação foi "em defesa dos interesses dos cidadãos iranianos", reiterando que o Irã não busca uma guerra, mas que "responderia firmemente a qualquer ameaça". O aumento da aversão ao risco devido aos ataques refletiu na sessão de ontem, marcada por ganhos significativos em ativos considerados portos-seguros, como o dólar americano. Nos próximos dias, espera-se que os investidores acompanhem de perto o desenrolar dessas tensões, adotando uma postura de cautela.

Dados positivos de emprego nos EUA Por fim, pode contribuir com o fortalecimento do dólar a divulgação da pesquisa de empregos privados de setembro nos EUA do instituto ADP, que saiu acima das expectativas ao apontar 143 mil novos empregos criados. A mediana das estimativas apontava para 125 mil novas vagas, avançando, inclusive, em relação ao mês de agosto, quando foram criados 103 mil novos postos de trabalho. Este indicador é o segundo de três dados importantes sobre o mercado de trabalho americano a serem divulgados nesta semana, juntamente com o JOLTS, divulgado ontem, e o relatório de "payroll" previsto para sexta-feira. O mercado de trabalho tem sido um foco central para os investidores, que buscam avaliar a resiliência da atividade produtiva e a robustez das condições de emprego nos EUA. O relatório divulgado hoje ajuda a consolidar um cenário de desaceleração gradual, reforçando a possibilidade de um "pouso suave" da economia. Esse cenário indicaria um ritmo mais lento para eventuais cortes de juros por parte do Fed, o que, por sua vez, poderia impulsionar o fortalecimento do dólar.
 

TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS

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Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e StoneX cmdtyView.
  • Moedas

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