Câmbio abre a sexta estável, cotado ao redor de R$ 5,48
Dólar deve refletir PMI de serviços nos EUA
▲ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,48 (-0,1%)
▲ Dollar Index (DXY): ~102,6 pontos (+0,6%)
O mercado de divisas deve repercutir a divulgação de dados para o mercado de trabalho americano, que deve influenciar as apostas para a trajetória de juros no país. Além disso, investidores permanecem atentos às tensões geopolíticas no Oriente Médio?
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Balança comercial de setembro (Secex) – 15h00min.
• Relatório da situação do emprego (“payroll”) americano de setembro (BLS) – 09h30min.
• Palestra do presidente do Federal Reserve de New York, Johns Williams – 10h00min.
“Payroll” surpreende O dólar negociado no mercado interbancário apresentava tendência de alta nas primeiras operações desta sexta-feira, quando era cotado ao redor de 5,48 (10h25min). A sessão de hoje deve ser majoritariamente influenciada pela divulgação do relatório de emprego (“payroll”) nos EUA, que apresentou números significativamente acima das expectativas. Segundo o indicador, o mês de setembro registrou a criação líquida de 254 mil novos empregos, superando a estimativa mediana de 140 mil. Além disso, houve uma redução da taxa de desemprego, de 4,2% em agosto para 4,1% em setembro, contrariando as previsões de estabilidade. O indicador era o mais aguardado da semana, sendo o principal termômetro do mercado de trabalho americano. Nos últimos meses, o mercado de trabalho tem sido monitorado de perto, particularmente devido aos temores de uma desaceleração brusca no setor como resultado do prolongado ciclo de aperto monetário dos últimos anos. Esse receio se intensificou em julho, quando o “payroll” veio consideravelmente abaixo das expectativas, alimentando a aversão ao risco e aumentando as especulações sobre uma possível recessão no país. O receio com a situação de emprego contribuiu para acelerar o início do ciclo de afrouxamento monetário pelo Federal Reserve, que começou em setembro com um corte de 0,50 p.p. Na contramão desses receios, no entanto, o 'payroll' de setembro reforça a visão de uma desaceleração gradual da economia americana, sugerindo um cenário de 'pouso suave'. Isso indica que o risco de recessão no curto prazo é menor, o que sugere que não há urgência em novos cortes de juros pelo Fed, diminui a possibilidade de nova redução mais agressiva, de 0,50 p.p., e, dessa forma, reduz as apostas de investidores para uma queda rápida dos juros americanos. Com isso, a perspectiva de baixa mais lenta para os juros contribui no fortalecimento global do dólar e prejudica a perspectiva de ampliação do diferencial de juros brasileiro, resultando em um enfraquecimento do real.
Variação no total de empregos urbanos (em mil pessoas) e da taxa de desemprego (%) nos Estados Unidos

Fonte: U.S. Bureau of Labor Statistics (BLS), Federal Reserve Bank of St. Louis. Elaboração: StoneX.
Conflito no Oriente Médio Vale ressaltar, também, que investidores seguem monitorando as tensões geopolíticas no Orient Médio. Em especial, há o temor de que o conflito impacte a infraestrutura energética iraniana, afetando a oferta global de petróleo. Os receios de uma escalada no conflito aumentaram no começo da semana, após Teerã lançar uma série de mísseis contra o território de Israel, e ganharam força após o presidente americano, Joe Biden, afirmar que os Estados Unidos e Tel-Aviv estavam “discutindo [a] possibilidade” de apoio a ataques contra a infraestrutura de petróleo iraniana em uma coletiva ontem (03).
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS




