Câmbio abre a segunda em baixa, cotado ao redor de R$ 5,43
Dólar deve refletir alta dos rendimentos dos “Treasuries”
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,43 (-0,5%)
= Dollar Index (DXY): ~102,5 pontos (0,0%)
O mercado de divisas deve repercutir a elevação dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) após os dados aquecidos para o mercado de trabalho americano da última sexta-feira (04) trazer dúvidas sobre o ritmo de cortes de juros pelo Federal Reserve.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Boletim Focus semanal (BC) – 08h30min.
• Relatório de poupança de setembro (BC) – 09h00min.
• Palestra da membra do Conselho de Governadores do Federal Reserve, Michelle Bowman – 14h00min.
• Palestra do presidente do Federal Reserve de Minneapolis, Neel Kashkari – 14h50min.
• Balança comercial semanal (Secex) – 15h00min.
• Palestra do presidente do Federal Reserve de Atlanta, Raphael Bostic – 19h00min.
• Palestra do presidente do Federal Reserve de St. Louis, Alberto Musalem – 19h30min.
Alta dos Treasuries americanos Em dia de poucos indicadores, o dólar negociado no mercado interbancário apresentava tendência de queda nas primeiras operações desta segunda-feira, quando era cotado ao redor de R$ 5,45 (10h20min). Investidores seguem atentos à dinâmica dos ativos financeiros americanos, com os rendimentos dos títulos de dez anos do Tesouro americano (Treasuries) voltando a superar os 4% anuais após os dados mais fortes que o esperado na sexta-feira (04) para o mercado de trabalho do país. O maior crescimento do saldo de empregos e a leve queda na taxa de desemprego levou a uma diminuição das apostas de investidores para cortes de juros pelo Federal Reserve e impulsionou os rendimentos dos Treasuries, mostrando que investidores agora antecipam um ritmo mais lento de flexibilização monetária nos EUA e que os juros se manterão em um patamar mais elevado do que o antecipado anteriormente. Dessa forma, a moeda americana se fortaleceu globalmente e sustenta no pregão de hoje seus maiores valores em sete semanas.
Expectativa de altas para a Selic Embora a tendência externa seja de fortalecimento do dólar, o real abriu o dia com valorização ante à divisa americana, por conta de expectativas de um ciclo de alta de juros mais rígido pelo Banco Central do Brasil. O aumento da desconfiança sobre o processo de consolidação fiscal tem levado a estimativas cada vez mais altas para a taxa básica de juros (Selic) e, consequentemente, a uma elevação das taxas de juros futuros (DI). A perspectiva de juros Selic maiores por mais tempo, por sua vez, melhora o diferencial de juros brasileiros ante outras economias e contribui na atração de capitais externos, fortalecendo o real.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS




