Câmbio começa a terça em alta, cotado ao redor de R$ 5,51
Dólar deve refletir sabatina de Galípolo e mau-humor com a China
▲ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,50 (+0,2%)
= Dollar Index (DXY): ~102,4 pontos (-0,1%)
Em dia de agenda esvaziada, o mercado de divisas deve repercutir a sabatina de Gabriel Galípolo para a presidência do Banco Central na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, enquanto investidores globais se mostram frustrados com a ausência de estímulos fiscais na China.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Balança comercial americana de agosto (BEA) – 09h30min.
• Sabatina de Gabriel Galípolo para presidência do BC (Senado) – 10h00min.
• Palestra do presidente do Federal Reserve de Atlanta, Raphael Bostic – 13h45min.
• Palestra da presidente do Federal Reserve de Boston, Susan Collins – 17h00min.
• Palestra do vice-presidente do Federal Reserve, Philip Jefferson – 20h30min.
Pessimismo com a China Em mais um dia de poucos indicadores, o dólar negociado no mercado interbancário apresentava tendência de alta nas primeiras operações desta terça-feira, quando era cotado ao redor de R$ 5,50 (10h20min), impulsionado pelo mau-humor global com a economia chinesa. Autoridades do país afirmaram em entrevista coletiva que estão “plenamente confiantes” de que será alcançada a meta oficial de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2024, de 5%, e evitaram mencionar a necessidade de novos estímulos fiscais, o que frustrou investidores. Nas últimas semanas, o país divulgou uma série de medidas de impulso monetário para revigorar a atividade produtiva e a demanda interna na China, enquanto veículos de mídia especializada anunciaram que medidas fiscais seriam anunciadas em breve. Contudo, até o momento, nenhuma declaração foi feita nesse sentido. Investidores avaliam que novos pacotes de estímulo serão necessários para recuperar a confiança de consumidores, empresas e investidores na economia chinesa e para reverter o longo declínio do setor imobiliário, e a frustração dessas expectativas na coletiva de hoje penalizou os ativos chineses e reduziu o apetite por ativos arriscados, contaminando o desempenho de outros ativos como ações, commodities e moedas de países emergentes, como o real.
Sabatina de Galípolo Vale ressaltar, também, que os agentes do mercado financeiro doméstico acompanham a sabatina de Gabriel Galípolo, diretor de política monetária do Banco Central há um ano e três meses, para a presidência da instituição a partir de 2025. Há elevada expectativa para sua aprovação, enquanto alguns veículos circulam um rumor de que sua apreciação no Plenário do Senado, após sua aprovação na CAE, pode ocorrer ainda hoje. Investidores esperam que Galípolo mantenha uma postura mais firme na defesa da “ancoragem” das expectativas inflacionárias e da necessidade de consolidação das contas públicas, ao mesmo tempo em que defenda a necessidade de autonomia da instituição ao mesmo tempo que ressalte a importância de uma interlocução com o governo federal, em especial com sua equipe econômica. Caso Galípolo de fato defenda uma postura mais rígida na condução da política monetária, suas falas podem ajudar a reduzir parcialmente a exigência de prêmios de riscos por investidores e contribuir com um fortalecimento do real.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS




