Câmbio começa a sexta em baixa, cotado ao redor de R$ 5,65
Dólar deve refletir dados econômicos chineses
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,65 (-0,2%)
▼ Dollar Index (DXY): ~103,5 pontos (-0,2%)
Em dia de agenda mais leve, o mercado de divisas deve repercutir a divulgação desta madrugada de indicadores econômicos chineses, como o Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre e as vendas do varejo e a produção industrial de setembro.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Palestra do presidente do Federal Reserve de Atlanta, Raphael Bostic – 10h30min.
• Palestra do presidente do Federal Reserve de Minneapolis, Neel Kashkari – 10h30min.
• Palestra do membro do conselho de governadores do Federal Reserve, Christopher Waller – 10h30min.
• Posição semanal dos agentes de mercado (CFTC) – 16h30min.
Dados ambíguos na China O dólar negociado no mercado interbancário apresentava suave tendência de baixa nas primeiras operações desta sexta-feira, quando era cotado ao redor de R$ 5,65 (10h30min). Ao longo da sessão, a percepção de risco dos investidores deve ser predominantemente influenciada pela divulgação de dados econômicos chineses ambíguos divulgados na noite anterior. Apesar de vários indicadores apresentarem números melhores que o esperado, o desempenho geral não foi suficiente para tranquilizar os investidores a respeito das perspectivas para crescimento de longo prazo da China. O Produto Interno Bruto (PIB) registrou um crescimento de 4,6% no terceiro trimestre de 2024 contra o mesmo período do ano passado, em linha com as expectativas do mercado, mas ainda abaixo da meta oficial de expansão para 2024 de 5%. Já a produção industrial superou as expectativas do mercado, com um avanço anual de 5,4% em setembro, acima dos 4,5% registrados em agosto e ultrapassando a previsão mediana de 4,6%. Por fim, as vendas no varejo aumentaram 3,2% em termos anuais em setembro, uma melhora em relação aos 2,1% registrados em agosto e acima da projeção mediana de 2,5%. O desempenho dos indicadores aponta que houve recuperação moderada da economia em setembro, porém não o suficiente para afastar preocupações de investidores quanto a uma desaceleração de seu ritmo. Adicionalmente, a ausência de detalhes sobre o pacote de estímulos fiscais e a falta de um plano claro para reativar um crescimento mais robusto reforçam essas preocupações.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS




