Câmbio começa a terça estável, cotado ao redor de R$ 5,69
Dólar deve refletir expectativa para juros americanos, Campos Neto e política fiscal no Brasil
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,69 (-0,1%)
= Dollar Index (DXY): ~104,0 pontos (0,0%)
Em mais um dia de agenda fraca, o mercado de divisas deve repercutir a tendência de fortalecimento global da moeda americana em meio a uma revisão das apostas de investidores para cortes de juros no país. Adicionalmente, agentes do mercado financeiro acompanharão falas do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e dados sobre arrecadação federal no Brasil.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Arrecadação federal de setembro (SRF) – 10h30min.
• Palestra do presidente do Federal Reserve de Philadelphia, Patrick Harker – 11h00min.
• Palestra da presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde – 11h00min e 16h15min.
• Palestra do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto – 16h15min.
Força global do dólar Em mais um dia de poucos itens na agenda, o dólar negociado no mercado interbancário alternava entre perdas e ganhos nas primeiras operações desta terça-feira, quando era cotado ao redor de R$ 5,69 (10h25min). No exterior, o dollar index, que pondera o valor da moeda americana frente a uma cesta de moedas de economias avançadas, se situava nos maiores níveis desde o começo de agosto por conta da elevação dos rendimentos dos títulos do tesouro americano (Treasuries). Dados econômicos mais fortes que o antecipado para a economia do país e uma antecipação de efeitos de uma possível vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais diminuem as apostas de investidores para cortes de juros rápidos nos EUA, o que, por sua vez, sugere que a perda de rentabilidade dos títulos denominados em dólar vai ser mais lenta que o previsto anteriormente e favorece o fortalecimento da moeda americana.
Riscos fiscais no Brasil No Brasil, cabe destaque à divulgação dos números de arrecadação federal de setembro, em meio a um ambiente de pessimismo e ceticismo de investidores com a condução da política fiscal brasileira. Nesse sentido, os agentes do mercado financeiro devem acompanhar as falas do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, após seus comentários da véspera de que é necessário um ajuste profundo das contas públicas para “ter juros baixos de modo estrutural”.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS




