Câmbio começa a quarta em alta, cotado ao redor de R$ 5,71
Dólar deve refletir compasso de espera pelas decisões de juros no Brasil e EUA
▲ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,71 (+0,2%)
▲ Dollar Index (DXY): ~104,5 pontos (+0,5%)
Em novo dia de agenda esvaziada, o mercado de divisas deve refletir as expectativas pelas decisões de política monetária do Brasil e dos EUA, enquanto aguardam pela divulgação do IPCA-15, de amanhã, e do resultado das eleição presidencial americana de 05 de novembro.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Palestra da presidente da membra do conselho de governadores do Federal Reserve, Michelle Bowman – 10h00min.
• Palestra da presidente Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde – 11h00min.
• Palestra do ministro da Fazenda, Fernando Haddad – 12h30min.
• Palestra do presidente do Federal Reserve de Richmond, Tom Barkin – 13h00min.
• Fluxo cambial semanal (BC) – 14h30min.
• Livro Bege (Federal Reserve) – 15h00min.
• Palestra do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto – 16h30min.
Espera por dados de inflação no Brasil O dólar negociado no mercado interbancário apresentava tendência de alta nas primeiras operações desta quarta-feira, quando era cotado ao redor de R$ 5,71 (10h20min). Na ausência de direcionadores claros para as negociações, a sessão de hoje deve ser guiada pela percepção dos investidores sobre as trajetórias das políticas monetárias no Brasil e nos EUA. No cenário doméstico, a atenção dos investidores está voltada para a divulgação do IPCA-15 de outubro, prevista para amanhã, cuja expectativa é de aceleração. Além disso, monitoram-se as declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, ao longo do dia. Nas últimas semanas, o mercado tem ajustado suas expectativas para uma possível elevação de 0,50 p.p. na taxa Selic durante a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), agendada para 6 de novembro, com opções futuras de juros refletindo em sua maioria essas apostas de uma alta mais agressiva. Tal movimento tende a aumentar a atratividade dos títulos domésticos, favorecendo a entrada de capitais estrangeiros e impulsionando o fortalecimento do real.
Dólar avança globalmente No exterior, o dollar index (DXY), que mede o valor da moeda americana frente a uma cesta de moedas de economias avançadas, segue em alta. Na manhã de hoje, o índice atingiu seu nível mais elevado desde o final de julho, refletindo dados econômicos mais robustos do que o previsto para a economia dos EUA e os possíveis impactos de uma eventual vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais de novembro. Esse cenário tem reduzido as apostas de investidores em cortes de juros mais rápidos pelo Fed, resultando em uma desaceleração menor na rentabilidade dos títulos denominados em dólar do que o antecipado, favorecendo assim o fortalecimento da moeda americana.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS




