Câmbio começa a sexta em alta, cotado ao redor de R$ 5,69
Dólar deve refletir percepção de riscos fiscais no Brasil
▲ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,69 (+0,5%)
= Dollar Index (DXY): ~ 104,0 pontos (0,0%)
Em dia de agenda vazia, o mercado de divisas deve acompanhar as percepções de riscos fiscais no Brasil, após falas de autoridades econômicas na véspera em defesa de um ajuste fiscal beneficiar o desempenho de ativos domésticos.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Encomendas de bens duráveis nos EUA de setembro (Census Bureau) – 09h30min.
• Confiança do consumidor nos EUA de outubro (UMich) – 11h00min.
• Estatísticas do Mercado Aberto de setembro (BC) – 14h30min.
• Índice Posição semanal dos agentes de mercado (CFTC) – 16h30min.
• Palestra do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto – 18h00min.
À espera de medidas fiscais no Brasil O dólar negociado no mercado interbancário apresentava tendência de alta nas primeiras operações desta sexta-feira, quando era cotado em torno de R$ 5,69 (10h25min). Na sessão de ontem, declarações de autoridades econômicas ajudaram a aliviar as tensões sobre os ativos domésticos, adotando um tom mais cauteloso em relação aos impactos da política fiscal sobre o desempenho recente dos indicadores econômicos. Diante de um cenário doméstico mais desafiador nas últimas semanas, especialmente no que tange à taxa de câmbio e aos contratos de juros futuros, as declarações transmitiram maior otimismo aos agentes de mercado quanto ao alinhamento entre o Banco Central e o Executivo na gestão das contas públicas e no objetivo de estabilização de preços. Nesse contexto, o diretor de Política Econômica do Banco Central, Diogo Guillen, afastou a hipótese de uma “dominância fiscal” no Brasil, isto é, que um descontrole orçamentário do governo esteja reduzindo o efeito da política monetária do país. O presidente do BC, Roberto Campos Neto, por sua vez, afirmou que a exigência de prêmios de riscos de investidores está “um pouco exagerad[a]”. Por fim, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reforçou a intenção do governo federal de fortalecer o arcabouço fiscal e promover um ajuste das despesas públicas. Para o dia de hoje, com poucos indicadores econômicos relevantes, o foco permanece nas declarações das autoridades, especialmente a de Roberto Campos Neto após o fechamento do mercado. Vale ressaltar que os investidores continuam atentos às medidas de revisão de gastos a serem anunciadas, segundo o Ministério da Fazenda, após o segundo turno das eleições municipais.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS




