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Abertura de Câmbio

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Câmbio inicia a quinta em alta, cotado ao redor de R$ 5,77

 
Leonel Oliveira Mattos
Vitor Andrioli

 

Dólar deve refletir PCE americano, PMI chinês e riscos fiscais no Brasil

▲ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,77 (+0,1%)
▼ Dollar Index (DXY): ~ 103,9 pontos (-0,2%)

O movimento do último pregão do mês deve apresentar maior volatilidade nos horários utilizados pelo Banco Central (BC) para a formação da taxa Ptax de fim de mês, entre as 10h00min e as 13h10min. Adicionalmente, o mercado de divisas deve repercutir a divulgação de dados inflacionários para os EUA, buscando calibrar expectativas para a taxa de juros americana em um momento de incerteza mais elevada por conta da indefinição da eleição presidencial no país. Adicionalmente, investidores reagem à percepção de riscos fiscais no Brasil e à dados de atividade econômica na China.

Agenda do dia (horário de Brasília):

•    Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua de setembro (IBGE) – 09h00min.
•    Pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA (DOL) – 09h30min.
•    Índice de Preços das Despesas de Consumo Pessoal (PCE) dos EUA de setembro (BEA) – 09h30min. 
•    Índice Gerente de Compras (PMI) de Chicago de outubro (ISM) – 10h45min.
•    Índice Gerente de Compras (PMI) industrial da China de outubro (S&P Global) – 22h45min.
 

Taxa Ptax de fim de mês O dólar negociado no mercado interbancário apresentava tendência de alta nas primeiras operações desta quinta-feira, quando era cotado ao redor de R$ 5,77 (10h25min). O pregão deve apresentar volume de negócios e volatilidade maiores dentro das janelas de horários utilizadas pelo BC para o cálculo da taxa Ptax de fim de mês, entre as 10h00min e as 13h10min. A taxa Ptax é uma referência divulgada diariamente pelo BC e seu valor de fim de mês é muito utilizado em contratos de câmbio e derivativos. Desta forma, os operadores do mercado intensificam suas operações durante estes intervalos, disputando a sua definição.

Dados americanos aquecidos No exterior, o destaque do dia deve ser a divulgação do Índice de Preços das Despesas de Consumo Pessoal (PCE) dos EUA de setembro. De um lado, o índice geral e o núcleo do índice, que exclui os voláteis componentes de alimentação e energia, se aceleraram em linha com as previsões, registrando crescimento mensal de 0,2% e 0,3%, respectivamente. Por outro lado, chama atenção o aumento nos gastos pessoais, que superaram as expectativas ao crescer 0,5% em relação ao mês anterior, acima da projeção mediana de 0,4%. O dado reforça a percepção de que o mês de setembro foi bastante aquecido nos EUA e que a estabilização inflacionária pode demorar um pouco mais que o antecipado. Esse cenário fortalece a perspectiva de que o Federal Reserve fará cortes graduais e mais lentos para os juros, o que contribui para a rentabilidade dos títulos denominados em dólar e favorece o fortalecimento da moeda americana. Adicionalmente, os investidores devem aguardar o relatório de emprego (“payroll”) de amanhã, considerado o dado mais relevante sobre o mercado de trabalho e primeiro indicador importante referente ao mês de outubro.

Incerteza eleitoral nos EUA Outro fator importante para a diminuição das apostas de investidores para cortes de juros pelo Federal Reserve das últimas semanas é a incerteza sobre o resultado da eleição presidencial nos EUA, de 05 de novembro, cuja disputa permanece muito acirrada e imprevisível. Sete estados americanos que podem ser decisivos mostram uma diferença nas intenções de voto entre Donald Trump e Kamala Harris menor que dois pontos percentuais, e em quatro deles a diferença é menor que um ponto percentual. Este cenário deve se manter inalterado até o final do pleito, o que eleva a incerteza sobre a evolução das políticas econômicas estadunidenses e estimula a busca de ativos de segurança, que são menos voláteis e mais líquidos, como a moeda americana.

Percepção elevada de riscos fiscais No Brasil, a sessão de hoje deve ser novamente marcada por atenção em torno da questão fiscal, intensificada nos últimos dias pela crescente desconfiança do mercado quanto à possibilidade de anúncios de medidas estruturais de corte de despesas, prometidas pelo governo federal para serem divulgadas após o segundo turno das eleições municipais. Ontem, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que houve um entendimento entre o Ministério da Fazenda e o Ministério da Casa Civil a respeito de medidas para cortes de gastos, as quais ainda precisam de aval jurídico e continuam sem prazo para divulgação. Ainda que existam poucos detalhes a respeito dessas medidas, investidores interpretaram a convergência entre Casa Civil e Fazenda como uma evolução, o que contribuiu para promover um alívio na exigência de prêmios de riscos de ativos brasileiros e recuperou o desempenho do real.

PMIs mostram recuperação da economia chinesa Por fim, os Índices Gerentes de Compras (PMI) da China, divulgados durante a madrugada pelo Escritório Nacional de Estatísticas (NBS), apontaram para uma suave recuperação da indústria e de serviços em outubro, possivelmente refletindo os estímulos econômicos recentes. O PMI industrial registrou crescimento pela primeira vez em seis meses, alcançando 50,1 pontos, superando os 49,8 de setembro. Paralelamente, o PMI de serviços subiu para 50,2 pontos neste mês, após ter recuado para 50,0 em setembro. Dessa forma, ambos os índices indicam uma leve recuperação na atividade produtiva chinesa ao ultrapassarem a marca dos 50 pontos que separa expansão de contração, o que parece ser um reflexo inicial das medidas de estímulo monetário intensificadas desde meados de setembro, especialmente a aceleração na emissão de títulos públicos. Esses resultados podem melhorar a expectativa de investidores para o crescimento do país, o que beneficia o desempenho de ativos de maior risco, como ações, commodities e moedas de países exportadores de produtos primários, como o real.
 

TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS

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Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e StoneX cmdtyView.
  • Moedas

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