Câmbio inicia a quarta em alta, cotado ao redor de R$ 5,78
Dólar deve refletir vitória ampla dos Republicanos nos EUA
▲ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,78 (+0,6%)
▲ Dollar Index (DXY): ~ 105,3 pontos (+1,8%)
O mercado de divisas deve repercutir a vitória de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos e as projeções de controle do partido Republicano tanto para a Câmara quanto para o Senado do país. Adicionalmente, investidores no Brasil aguardarão pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom).
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Palestra da presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde – 11h00min.
• Índice de Commodities Brasil (IC-Br) de outubro (BC) – 14h30min.
• Fluxo cambial semanal (BC) – 14h30min.
• Balança comercial de outubro (Secex) – 15h00min.
• Decisão de juros do Comitê de Política Monetária (Copom) no Brasil – 18h30min.
Vitória de Trump O dólar negociado no mercado interbancário registrava forte alta nas primeiras operações desta quarta-feira, quando era cotado ao redor de R$ 5,78 (10h25min). A sessão de hoje deve ser de alta volatilidade para ativos globais, refletindo a vitória expressiva de Donald Trump nas eleições presidenciais dos Estados Unidos. Além da presidência, o Partido Republicano deve retomar a maioria no Senado e ampliar sua maioria na Câmara dos Representantes. Com o início das apurações na madrugada, o dólar, os rendimentos dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) e os futuros das bolsas em Nova Iorque iniciaram uma forte trajetória de alta, reagindo particularmente às promessas feitas pelo presidente durante a campanha de cortes de impostos e imposição de tarifas mais severas sobre importações. O Dollar Index (DXY), indicador que mede a força global do dólar frente a seus principais pares, registrava na manhã de hoje seu maior avanço diário (1,8%) desde junho de 2016. Diante da força global do dólar e do reflexo do chamado “Trump trade”, ativos de países exportadores devem ser mais penalizados ao longo da sessão, o que deve pesar particularmente para moedas de países emergentes, como o real, e as commodities.
Copom e corte de gastos No Brasil, investidores devem reagir ao avanço global do dólar enquanto aguardam a decisão de juros do Comitê de Política Monetária (Copom), após o fechamento do mercado, e a expectativa pelo anúncio de medidas de redução de despesas federais, que podem amenizar o pessimismo sobre o desempenho do real. Diante de uma percepção de riscos fiscais crescentes para ativos brasileiros, o Copom deve elevar a taxa Selic pela segunda vez consecutiva, com expectativa de alta de 0,50 p.p., de 10,75% para 11,25% a.a. Em sua última decisão, o Copom reforçou seu “compromisso com a convergência da inflação à meta,” indicando a necessidade de uma política monetária mais restritiva. Além disso, deve permanecer o otimismo pelo anúncio das medidas de redução de despesas pelo governo federal. Nas últimas duas sessões, o real avançou frente o dólar como reflexo do cancelamento da viagem ao exterior do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a pedido do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e duas reuniões entre ambos para discussão dessas medidas. Segundo Haddad, “as coisas estão muito adiantadas,” o que mantém alta a expectativa de anúncio em breve. A postura firme do Banco Central e as novas medidas fiscais contribuem para atrair investimentos estrangeiros e fortalecem o real.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS




