Câmbio inicia a quarta em alta, refletindo expectativa por cortes de gastos e dados dos EUA
▲ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,82 (+0,2%)
▼ Dollar Index (DXY): ~ 106,4 pontos (-0,4%)
Em dia de agenda cheia, o mercado de divisas deve repercutir a crescente expectativa pela divulgação do pacote de corte de gastos do governo brasileiro, assim como a divulgação de dados para o crescimento econômico e inflação nos EUA.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Estatísticas monetária e de crédito de outubro (BC) – 08h30min.
• Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) de outubro (BLS) – 10h30min.
• Segunda estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) americano do terceiro trimestre (BLS) – 10h30min.
• Pedidos semanais de seguro-desemprego nos EUA (DOL) – 10h30min.
• Relatório Mensal da Dívida Pública (DPF) – 10h30min.
• Fluxo cambial semanal (BC) – 14h30min.
• Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de outubro (MTE) – 14h30min.
Indicadores econômicos nos EUA O dólar negociado no mercado interbancário apresentava tendência de alta nas primeiras operações desta quarta-feira, quando era cotado ao redor de R$ 5,82 (10h15min). Com o feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos, que reduz serviços no país entre quinta e sexta-feira, a divulgação de indicadores econômicos importantes para os Estados Unidos concentram-se na sessão de hoje. Destacadamente, os investidores devem acompanhar a segunda leitura do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre e o Índice de Preços das Despesas de Consumo Pessoal (PCE) de outubro, ambos com impacto potencial significativo na avaliação das expectativas sobre a trajetória da taxa de juros do Federal Reserve. Em relação ao PIB, a expectativa mediana aponta para um resultado alinhado à primeira leitura preliminar divulgada em 30 de outubro, que indicou um crescimento de 2,8% no terceiro trimestre. Caso esse número seja confirmado, embora represente uma leve desaceleração em relação ao avanço oficial de 3% registrado no segundo trimestre de 2024, deve reforçar a percepção de resiliência da economia norte-americana. Isso, por sua vez, reduz as apostas de cortes mais acelerados de juros ao permitir que o Fed adote um ritmo mais gradual de afrouxamento monetário, alinhado a um cenário caracterizado como "pouso suave". Deve reforçar esse cenário, ainda, a divulgação do PCE de outubro. A previsão mediana para o indicador projeta uma alta anual de 2,8% no núcleo do índice, que exclui os componentes voláteis de alimentação e energia, acima dos 2,7% registrados em setembro, o que intensificaria preocupações com os riscos inflacionários no país e influenciaria as expectativas sobre a trajetória das taxas de juros definidas pelo Federal Reserve, fortalecendo o dólar globalmente.
À espera dos cortes de gastos No Brasil, a atenção dos investidores segue voltada para o aguardado anúncio do pacote de cortes de gastos do governo federal, enquanto crescem as expectativas de que o anúncio oficial seja finalmente feito essa semana. De acordo com informações divulgadas pela imprensa, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem planos de realizar um pronunciamento de rádio e televisão ainda nesta noite, detalhando as medidas previstas para redução de despesas que serão encaminhadas ao Congresso. No entanto, caso o anúncio não seja realizado hoje, a expectativa é de que a exibição aconteça na quinta-feira. Veicula-se também que o ministro Haddad leve a proposta de ajuste fiscal ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, na manhã desta quinta-feira. A indefinição e demora do Executivo em divulgar o pacote reforça uma percepção entre investidores de que o Palácio do Planalto demonstra pouca urgência e pouca importância para a necessidade de ajustes dos gastos públicos, o que pode resultar em uma elevação da percepção de riscos de ativos brasileiros e prejudicar o desempenho de ativos nacionais, como taxa de câmbio do real e a taxa dos contratos futuros de juros (DI).
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS




