Câmbio abre a segunda em alta, refletindo frustração com pacote fiscal e boletim Focus
▲ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 6,04 (+0,6%)
▲ Dollar Index (DXY): ~ 106,3 pontos (+0,5%)
O mercado de divisas deve repercutir o ambiente de estresse para os ativos domésticos após o anúncio das medidas econômicas do governo federal, bem como a divulgação do boletim Focus semanal e de palestras do diretor de Política Monetária do Banco Central, Gabriel Galípolo.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Boletim Focus semanal (BC) – 08h30min.
• Palestra do diretor de Política Monetária do Banco Central, Gabriel Galípolo – 10h00min e 20h00min.
• Índice Gerente de Compras (PMI) industrial brasileiro de novembro (S&P Global) – 10h00min.
• Índice Gerente de Compras (PMI) industrial americano de novembro (ISM) – 12h00min.
• Palestra do membro do Conselho de Governadores do Federal Reserve, Christopher Waller – 17h15min.
• Palestra do presidente do Federal Reserve de New York, John Williams – 18h30min.
Pessimismo fiscal O dólar negociado no mercado interbancário apresentava tendência de elevação nas primeiras operações desta segunda-feira, quando era cotado ao redor de R$ 6,04 (10h30min), refletindo fatores domésticos e externos de pressão para o real. Internamente, o desempenho do real continua sendo prejudicado pela percepção mais elevada de riscos fiscais dos ativos brasileiros após a divulgação de medidas econômicas do governo federal, que aprofundou o pessimismo de investidores ao incluir inesperadamente a ampliação da isenção do Imposto de Renda entre as medidas e reforçar a leitura de que de o Palácio do Planalto demonstra pouca urgência, pouca importância e pouca vontade política para a necessidade de ajustes estruturais dos gastos públicos (leia mais sobre o tema no Panorama Semanal de Câmbio). Esse pessimismo se manifesta, por exemplo, no boletim Focus desta segunda-feira, que mostra piora das expectativas para inflação, juros e câmbio em 2025 e 2026. Adicionalmente, investidores devem acompanhar falas de Gabriel Galípolo sobre como esse ambiente de percepção de riscos mais elevados deve impactar a trajetória da taxa básica de juros (Selic), provavelmente indicando um ciclo mais rígido e mais longo de aperto monetário no Brasil.
Força global do dólar No exterior, a sessão é de fortalecimento mundial da moeda americana, em especial por conta de receios políticos na União Europeia. O euro recuava ante o dólar após o presidente do partido de extrema-direita, Reunião Nacional, ameaçar romper a coalisão que sustenta o governo e, com isso, elevar temores de instabilidade e incerteza sobre a política fiscal do país. Adicionalmente, moedas das economias do BRICS, dentre elas o real, sofrem pressão adicional após o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, ameaçar uma imposição de tarifas de importação de 100% sobre os produtos dessas nações caso apoiem a utilização de qualquer alternativa para transações econômicas que não seja o dólar.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS




