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Abertura de Câmbio

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Câmbio começa a quarta estável, refletindo expectativa pelo CPI nos EUA e pela decisão de juros no Brasil

 
Leonel Oliveira Mattos
Vitor Andrioli

 

▲ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 6,06 (+0,2%)
▲ Dollar Index (DXY): ~ 106,3 pontos (+0,2%)

O mercado de divisas deve reagir à divulgação de dados de inflação nos Estados Unidos, enquanto os investidores ajustam suas expectativas em relação à política monetária no país. No Brasil, o foco está na decisão do Banco Central sobre a taxa de juros, após o fechamento das operações.

Agenda do dia (horário de Brasília):
•    Pesquisa mensal de serviços de outubro (IBGE) – 09h00min.
•    Índice de preços ao consumidor (CPI) de novembro (BLS) – 10h30min.
•    Decisão de juros do Comitê de Política Monetária (Copom) no Brasil – 18h30min.

Novo aumento moderado do CPI O dólar negociado no mercado interbancário alterna entre perdas e ganhos nas primeiras operações desta quarta-feira, quando era cotado ao redor de R$ 6,04 (10h15min). O principal guia da sessão deve ser a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de novembro nos EUA, que deve apresentar mais uma leitura aquecida. A mediana das estimativas aponta para um avanço de 0,3% tanto para o índice cheio como em seu núcleo, que exclui os voláteis componentes de alimentação e energia. Tal resultado manteria o avanço anual do núcleo em 3,3% pelo terceiro mês seguido, sugerindo que a inflação americana estacionou em um patamar distante da meta buscada pelo Federal Reserve, de 2% anuais. Assim, a divulgação do CPI deve reforçar a percepção de que os riscos inflacionários estão maiores do que o Fed antecipou ao começar seu ciclo de cortes de juros, em setembro, e que provavelmente será preciso manter um nível maior de aperto monetário para garantir a estabilização de preços no país. Além disso, os dados mais recentes para os EUA apontam, de maneira geral, para uma economia mais aquecida, o que reforça a percepção de que o Fed deve ser mais gradual em seu ciclo de cortes de juros. A maioria das apostas para a reunião de 18 de dezembro ainda antecipa um corte de 0,25 ponto percentual. Contudo, diante da economia em expansão, da inflação acima da meta e da incerteza associada às medidas econômicas do novo governo de Donald Trump, o panorama para novas reduções em 2025 permanece incerto.

Expectativa de alta firme da Selic No Brasil, investidores aguardam com expectativa a decisão de juros do Comitê de Política Monetária (Copom), que deve acelerar o ciclo de aperto monetário no país. Desde a retomada do ciclo de altas em setembro, o balanço de riscos do Banco Central (BC) tem se deteriorado rapidamente, refletindo-se principalmente na piora recente dos ativos brasileiros, como da taxa de câmbio do real e da taxa dos contratos futuros de juros (DI). Tal cenário é em grande medida consequência de expectativas pessimistas para a evolução macroeconômica do país, diante da forte crise de credibilidade da condução da política fiscal brasileira junto a investidores. O contexto torna mais desafiadora a atuação do Comitê de Política Monetária, que enfrenta um balanço de riscos inflacionários mais assimétrico e com maior viés de alta do que há alguns meses. Essa percepção foi reforçada pela divulgação acelerada do IPCA de novembro, realizada ontem, que parece ter intensificado as apostas de um posicionamento mais firme na reunião de hoje. Parte do mercado projeta um aumento de 0,75 ponto percentual na taxa, enquanto uma parcela significativa aposta em uma elevação de 1 ponto percentual. Independentemente do tamanho da alta, parece certo que o Copom vai promover um ciclo de alta de juros maior e mais longo do que se imaginava, e que o tom do comunicado deve ser firme sobre os riscos de piora prolongada para as expectativas de câmbio e juros no país. Esta perspectiva de aperto monetário mais rígido para os próximos meses, por sua vez, pode favorecer a expectativa de rentabilidade de títulos domésticos e contribuir para a atração de investimentos estrangeiros, fortalecendo o real.
 

TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS

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Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e StoneX cmdtyView.
  • Moedas

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