Dólar opera perto da estabilidade nos primeiros negócios do dia, refletindo nova intervenção cambial do BC
▲Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 6,18 (+0,4%)
▲ Dollar Index (DXY): ~108,2 pontos (+0,1%)
A sessão no mercado brasileiro de câmbio deve continuar marcada por baixa liquidez nesta quinta-feira, em função do período de Festas. No Brasil, os investidores devem reagir ao anúncio de mais uma intervenção cambial do Banco Central, que programou para as 9h15 um novo leilão à vista de até US$ 3 bilhões. A sequência de intervenções promovidas pelo órgão nas últimas semanas reflete a maior volatilidade da cotação do real, influenciada pelo aumento na percepção de risco dos investidores com a questão fiscal e pela sazonalidade das remessas de fim de ano. Nesse contexto, os participantes do mercado também devem acompanhar, na tarde de hoje, a divulgação do fluxo cambial referente à última semana. No exterior, a principal divulgação deve ser o número de pedidos semanais de auxílio-desemprego, enquanto a percepção de juros mais altos por mais tempo nos EUA tende a seguir sustentando a cotação da moeda americana.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Sondagem da Indústria de dezembro (FGV) – 08h00min.
• Fluxo cambial (BC) – 14h30min.
• Estatísticas de mercado aberto de novembro (BC) – 14h30min.
• Pedidos de auxílio-desemprego nos EUA (DOL) – 10h30min.
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Aviso: devido às festas de fim de ano, as rotinas de publicação da Inteligência de Mercado da StoneX serão adaptadas nas próximas semanas.
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Nova intervenção cambial do BC Na manhã de hoje, o Banco Central realizou mais um leilão à vista, no valor de US$ 3 bilhões, conforme informado em comunicado oficial, com nove propostas aceitas. Nas últimas semanas, a autoridade monetária intensificou sua atuação no mercado de câmbio, buscando mitigar a volatilidade gerada pela oferta sazonal reduzida da moeda norte-americana. Desde o dia 12 de dezembro, essas intervenções totalizam US$ 19,7 bilhões em leilões à vista, configurando o maior volume injetado em um único mês desde a implementação do regime de câmbio flutuante. O montante supera os US$ 12 bilhões vendidos em março de 2020, período marcado pela pandemia de Covid-19. Na semana anterior, Gabriel Galípolo, futuro presidente do Banco Central, destacou que essas intervenções têm como objetivo principal corrigir disfuncionalidades de mercado, sem a intenção de influenciar os prêmios de risco, gerenciar a dívida pública ou exercer controle sobre a política monetária. Ele também reiterou que o Banco Central “não tem a intenção de defender um nível de câmbio específico” com os leilões realizados. Além da volatilidade sazonal típica deste período, a recente desvalorização do real reflete um aumento do pessimismo em relação à condução da política fiscal, o que eleva os prêmios de risco associados aos ativos nacionais. Nesse cenário, os agentes de mercado permanecem atentos a possíveis mudanças nas diretrizes fiscais do governo, com especial interesse em potenciais novidades relacionadas ao pacote fiscal.
Dados de empregos nos EUA Nos Estados Unidos, o principal item da agenda de indicadores deve ser o número de pedidos iniciais de seguro-desemprego referentes à última semana. De acordo com a atualização, o número de solicitações do benefício totalizou 219 mil na semana encerrada em 21 de dezembro, ligeiramente abaixo da mediana das projeções, estimada em 223 mil. O dado reforça a percepção de um mercado de trabalho americano robusto, fortalecendo a expectativa de que o Federal Reserve deve adotar uma postura mais cautelosa em sua trajetória de afrouxamento monetário, dada a resiliência da economia do país. No comunicado publicado após sua reunião mais recente, a autoridade monetária destacou a necessidade de maior prudência em relação a cortes futuros nas taxas de juros, considerando um contexto em que "a atividade econômica continua a se expandir em ritmo sólido", "a taxa de desemprego permanece baixa" e "a inflação segue relativamente elevada". Tal postura tende a aumentar a atratividade dos títulos denominados em dólar, favorecendo o fortalecimento da moeda norte-americana.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS




