Dólar abre em alta, repercutindo dados de inflação e emprego no Brasil
▼Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 6,20 (+0,4%)
▼ Dollar Index (DXY): ~107,95 pontos (-0,1%)
A sessão desta sexta-feira no mercado brasileiro de câmbio deve ser marcada pela repercussão de uma série de indicadores econômicos nacionais, com destaque para dados do mercado de trabalho e de inflação. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou mais cedo o IPCA-15 e a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua), que reforçaram a ideia de uma atividade econômica mais resiliente no país. Mais tarde, serão divulgados também os dados da pesquisa do Caged sobre geração de emprego formal. Pode impactar a percepção de risco dos agentes, ainda, a perspectiva de que Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados, deve prestar novos esclarecimentos sobre as emendas parlamentares ao ministro Flávio Dino nesta sexta.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) de dezembro (FGV) – 08h00min.
• Estatísticas Monetárias e de Crédito de novembro (BC) – 08h30min.
• Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) de dezembro – 09h00min.
• Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) de novembro (IBGE) – 09h00min.
• Balança Comercial dos EUA de novembro (BEA) – 10h30min.
• Evolução Mensal do Emprego de novembro (CAGED) – 14h00min.
• Posição semanal dos agentes de mercado (CFTC) – 17h30min.
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Aviso: devido às festas de fim de ano, as rotinas de publicação da Inteligência de Mercado da StoneX serão adaptadas nas próximas semanas.
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Indicadores econômicos mais fortes no Brasil Nas primeiras operações desta sexta-feira, o mercado de câmbio reflete a leitura dos investidores dos dados de inflação e mercado de trabalho divulgados mais cedo pelo IBGE. O IPCA-15, considerado a prévia da inflação, registrou alta de 0,34% em dezembro, abaixo da mediana das estimativas do mercado, de 0,46%. Além disso, o indicador apresentou desaceleração em comparação ao mês anterior, quando avançou 0,62% em novembro. Mesmo assim, o acumulado de 2024 encerra com variação positiva de 4,71%, superando o teto da meta de inflação do BC, fixada em 4,5%.
No que diz respeito ao mercado de trabalho, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), referente ao trimestre móvel encerrado em novembro de 2024, apontou a menor taxa de desemprego desde o início da série histórica, em 2012: 6,1% da força de trabalho, o equivalente a 6,8 milhões de pessoas em busca de emprego. Esse percentual está 8,8 pontos percentuais abaixo do pico de 14,9%, verificado no trimestre encerrado em setembro de 2020. Os resultados reforçam a percepção de resiliência da economia brasileira, evidenciando um mercado de trabalho aquecido e uma inflação persistente, impulsionada fortemente pela demanda.
Nas últimas semanas, o real tem se desvalorizado sobretudo em virtude de um maior pessimismo dos agentes de mercado quanto à estabilização de preços, influenciado em grande medida pelo ceticismo em relação ao ajuste das contas públicas e pelo efeito expansionista da política fiscal, contribuindo para o sobreaquecimento da atividade econômica. Nesse cenário, embora a perspectiva de novas elevações da taxa de juros pelo Banco Central nos próximos meses, na teoria, deveria ampliar o diferencial de juros e atrair a entrada de divisas, os reflexos da adoção de uma política monetária mais contracionista ainda não foram sentidos nos indicadores econômicos. Esse quadro de incertezas ajuda a elevar os prêmios de risco dos ativos domésticos e, consequentemente, contribui para a desvalorização do real.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS




