Câmbio começa a terça em queda, monitorando cenário fiscal brasileiro e dados econômicos dos EUA
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 6,10 (-0,2%)
▼ Dollar Index (DXY): ~ 108,1 pontos (-0,1%)
O mercado de divisas deve repercutir a divulgação de dados de arrecadação federal do governo brasileiro de novembro e entrevista ao vivo do ministro da Fazenda. Adicionalmente, investidores acompanham dados para o mercado de trabalho e o setor de serviços americanos e notícias sobre barreiras tarifárias pelo próximo governo Trump.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Índice de Preços ao Produtor (IPP) de novembro (IBGE) – 09h00min.
• Palestra do presidente do Federal Reserve de Richmond, Tom Barkin – 10h00min.
• Arrecadação federal de novembro (SRF) – 10h30min.
• Pesquisa de abertura de vagas e turnovers (JOLTS) americana de novembro (BLS) – 12h00min.
• Índice Gerente de Compras (PMI) de serviços americano de dezembro (ISM) – 12h00min.
• Entrevista do ministro da Fazenda, Fernando Haddad – 13h30min.
Cenário fiscal brasileiro Em dia de agenda cheia, o mercado de divisas apresentava tendência de queda nas primeiras operações desta terça-feira, quando era negociado ao redor de R$ 6,07 (10h20min). No Brasil, investidores monitoram novidades para o cenário fiscal brasileiro, com a divulgação de dados para arrecadação federal de novembro e entrevista ao vivo do ministro da Fazenda a jornalistas. Ontem, Haddad descartou a possibilidade de mudanças no regime cambial brasileiro ou de aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para conter a desvalorização do real. Nas últimas semanas, o pessimismo de investidores com a trajetória das contas públicas e receios de que o governo federal enfrentará dificuldades para aprovar suas medidas econômicas no Congresso continuou a prejudicar o desempenho de ativos brasileiros, como a taxa de câmbio do real e a taxa dos contratos futuros de juros (DI).
Dados americanos No exterior, investidores devem reagir à divulgação de dados econômicos para os EUA. O JOLTS de novembro deve apontar para um movimento de desaceleração suave e gradual para o mercado de trabalho do país, com tendência de redução do número de vagas em aberto ao longo dos meses, porém sem um crescimento significativo do número de demissões. Adicionalmente, o PMI de serviços deve acelerar seu ritmo de crescimento, passando de 52,1 pontos em novembro para 53,5 pontos em dezembro, apontando para uma atividade econômica resiliente ao aumento de juros realizado pelo Federal Reserve (Fed). Ambas as leituras, se confirmadas, são condizentes com uma perspectiva de “pouso suave” da economia americana, isto é, de uma estabilização gradual de preços sem uma desaceleração aguda da produção e do emprego. Isto, por sua vez, deve reforçar a interpretação de que o Fed não possui muito espaço para cortar juros em 2025, o que tende a fortalecer o dólar globalmente frente a outras moedas.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS




