Câmbio abre a segunda em leve alta, refletindo força global do dólar
▲ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 6,10 (-0,1%)
▲ Dollar Index (DXY): ~ 110,0 pontos (+0,3%)
Em dia de agenda mais fraca, o mercado de divisas deve repercutir o ambiente internacional de menor apetite por riscos em meio à percepção de que os juros americanos se manterão mais altos por mais tempo.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Boletim Focus semanal (BC) – 08h30min.
• Palestra do diretor de Política Econômica do Banco Central, Diogo Guillen – 10h00min.
• Balança comercial semanal (Secex) – 15h00min.
Força global do dólar A taxa de câmbio alternava entre perdas e ganhos nas primeiras operações desta segunda-feira, quando era negociada ao redor de R$ 6,10 (10h20min), em mais um dia de fortalecimento amplo da moeda americana. O Dollar Index sustenta seis semanas seguidas de valorização e se encontra no maior patamar desde novembro de 2022 em função da percepção de investidores de que o Federal Reserve (Fed) não possui muito espaço para mais reduzir juros e, assim, deve manter a taxa de juros mais alta por mais tempo nos EUA, o que favorece o fortalecimento do dólar. Essa percepção, por sua vez, é resultado de um discurso cauteloso dos integrantes do Fed, de receios de que mudanças nas políticas econômicas americanas na presidência de Donald Trump possa resultar em impactos inflacionários e, principalmente, pelos dados econômicos mais aquecidos que o antecipado. Nesse sentido a divulgação do “payroll” na sexta-feira passada, que mostrou uma expansão líquida dos empregos bem acima do estimado, reforçou a leitura de que o banco central americano não irá realizar cortes de juros antes do segundo semestre deste ano.
Real é um dos poucos destaques Entretanto, o real está entre as poucas moedas que se valorizaram frente ao dólar em 2025, juntamente com peso colombiano, peso mexicano e o rublo russo. Os motivos para o bom desempenho da moeda brasileira não estão claros, com analistas apontando como possíveis razões um movimento de realização de lucros após as fortes perdas do final do ano passado e uma entrada de fluxos financeiros impulsionados pela perspectiva de elevação firme da taxa básica de juros (Selic).
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS




