Câmbio começa a quinta estável, aguardando dados americanos após alívio na inflação
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 6,02 (-0,1%)
▲ Dollar Index (DXY): ~ 109,3 pontos (+0,2%)
O mercado de divisas deve repercutir a divulgação de dados para varejo e mercado de trabalho nos EUA, após leituras mais brandas que o esperado para inflação ao consumidor e produtor. Adicionalmente, investidores acompanham a divulgação do IBC-Br de novembro no Brasil e a sabatina no Congresso americano de Scott Bessent, indicado por Trump para secretário do Tesouro em seu novo governo.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) de novembro (BC) – 09h00min.
• Vendas do varejo americano de dezembro (Census) – 10h30min.
• Pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA (DOL) – 10h30min.
• Índice de preços das importações e exportações americanas de dezembro (BLS) – 10h30min.
• Índice de atividade manufatureira do Federal Reserve da Filadélfia de janeiro – 10h30min.
• Produto Interno Bruto da China do quarto trimestre (NBS) – 23h00min.
• Produção industrial chinesa de dezembro (NBS) – 23h00min.
• Vendas do varejo chinês de dezembro (NBS) – 23h00min.
Expectativa por dados nos EUA O dólar negociado no mercado de divisas operava em estabilidade nas primeiras operações do dia, sendo cotado ao redor de R$ 6,02 (09h50min). O foco da sessão, mais uma vez, recai sobre novas divulgações de dados econômicos dos Estados Unidos, após dois dias de desvalorização global da moeda americana, influenciada por dados mais brandos dos índices de inflação ao produtor (PPI) e ao consumidor (CPI) em dezembro. Hoje, os investidores direcionarão maior atenção aos dados de vendas no varejo desse mês, que devem fornecer indícios sobre a atividade econômica e a demanda doméstica. A mediana das expectativas aponta para um avanço de 0,6%, após um crescimento de 0,7% em novembro. Outro dado relevante será a divulgação dos pedidos semanais de auxílio-desemprego, que podem influenciar a percepção do mercado em relação à situação do mercado de trabalho no país. Na semana passada, os pedidos iniciais surpreenderam positivamente, totalizando 201 mil, abaixo da estimativa mediana de 211 mil. Para esta semana, projeta-se um leve aumento, com expectativa mediana de 210 mil novos pedidos. Especialmente caso os indicadores de hoje sinalizem desaceleração branda, é possível que seja reforçada a leitura de que a economia dos Estados Unidos caminha para um "pouso suave", caracterizado por uma redução gradual da atividade, preservação de níveis saudáveis de emprego e potencial alívio nas pressões inflacionárias. Nesse cenário, esses dados, aliados aos índices de inflação já divulgados nesta semana, podem fortalecer a expectativa de que o Federal Reserve terá maior flexibilidade para implementar cortes nas taxas de juros. Tal perspectiva tende a reduzir os rendimentos dos títulos do Tesouro americano e a enfraquecer o dólar globalmente.
Sabatina de Bessent Investidores devem acompanhar, também, a sabatina de Scott Bessent junto ao Comitê de Finanças do Senado para o cargo de secretário do Tesouro no governo Trump, que se inicia na próxima segunda (20). Os parlamentares devem questionar Bessent sobre sua visão para tarifas de importação, redução de impostos para empresas e gestão do orçamento federal. Assim, suas declarações poderão afetar os mercados de ativos globais, incluindo o de divisas.
IBC-Br melhor que o esperado Por fim, investidores também reagem ao IBC-Br, considerado uma “prévia do PIB”, que cresceu 0,10% em novembro, ligeiramente acima da estimativa mediana de 0% (estabilidade). Embora o índice acumule alta de 3,6% em 12 meses, há indícios de desaceleração do ritmo de atividade econômica no último trimestre do ano, com números piores que o antecipado para serviços, varejo e indústria. Caso essa tendência se confirme, ela pode ajudar a reduzir preocupações de que uma demanda excessivamente aquecida pressionará os índices de inflação em 2025, melhorando a percepção de riscos de ativos brasileiros e, por sua vez, contribuindo na atração de investimentos estrangeiros.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS




