Câmbio inicia a quarta em queda, refletindo possibilidade de política tarifária menos agressiva por Trump
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 6,00 (-0,5%)
▼ Dollar Index (DXY): ~ 108,00 pontos (-0,1%)
Em novo dia de agenda esvaziada, o mercado de divisas deve permanecer em compasso de espera pela possibilidade de novas medidas tarifárias pelos EUA. Nas últimas sessões, o dólar se enfraqueceu globalmente após uma abordagem mais moderada do presidente americano em relação ao tópico nos primeiros dias do governo.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Palestra da presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde – 12h15min.
• Fluxo cambial semanal (BC) – 14h30min.
Indefinição nas tarifas do EUA O dólar negociado no mercado de divisas operava em baixa nas primeiras operações desta quarta-feira, cotado ao redor de R$ 6,00 (09h50min). O movimento reflete o enfraquecimento global da moeda americana nas últimas sessões, impulsionado pelo alívio nos mercados internacionais após a ausência de medidas tarifárias imediatas por parte do novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Durante a campanha eleitoral, Trump prometeu uma política comercial rígida, mas a moderação demonstrada até o momento e a falta de planos concretos têm reduzido as percepções de risco no ambiente de negócios global. Apesar disso, os investidores seguem cautelosos, visto que Trump segue mencionando a possibilidade de aplicar barreiras tarifárias mais duras em breve. Na segunda-feira (20), informou que sua equipe estuda a aplicação de sobretaxas de 25% sobre produtos importados do México e do Canadá a partir de 01 de fevereiro. Ontem (21), reforçou a possibilidade de tarifar produtos chineses, com alíquota de 10% sobre importações do país asiático a partir do mesmo período. Embora o Brasil ainda não tenha sido citado diretamente, as incertezas em torno das políticas econômicas americanas mantêm os investidores em compasso de espera, atentos a possíveis impactos na percepção de risco global e, consequentemente, na moeda brasileira. Por ora, contudo, o adiamento da imposição de novas tarifas tem contribuído para a desvalorização global do dólar.



