Câmbio inicia a quinta em leve alta, refletindo expectativa por fala de Trump
▲ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,95 (+0,1%)
▲ Dollar Index (DXY): ~ 108,30 pontos (+0,1%)
Em mais um dia de agenda esvaziada, o mercado de divisas segue atento à fala do presidente dos Estados Unidos no Fórum Econômico Mundial de Davos, monitorando potenciais anúncios de medidas tarifárias. Nas últimas sessões, a ausência de uma postura mais rígida para a política comercial do novo governo tem contribuído para o enfraquecimento do dólar globalmente.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA (DOL) – 10h30min.
• Palestra do presidente dos EUA, Donald Trump – 13h00min.
Fala de Trump A taxa de câmbio do real operava em leve alta nas primeiras operações dessa quinta-feira, quando era cotado ao redor de R$ 5,95 (10h10min). O principal evento da sessão deve ser a participação do presidente dos Estado Unidos, Donald Trump, no Fórum Econômico de Davos, no qual discursa virtualmente à 13h00min (horário de Brasília). Da fala, investidores buscam pistas sobre como o presidente enxerga o cenário econômico do país e qual deve ser a abordagem de seu novo governo para a economia, em especial no âmbito de sua política comercial. Durante sua campanha eleitoral, prometeu implementar logo nos primeiros dias de seu governo novas tarifas de importação rígidas, restrições à entrada de imigrantes no país e redução dos impostos sobre as empresas. Desde sua cerimônia de posse, na última segunda-feira (20), entretanto, tem demonstrado maior moderação e falta de ações concretas, sobretudo com relação a tarifas, o que tem contribuído com a redução das percepções de risco no ambiente de negócios global. Apesar disso, os investidores seguem cautelosos, visto que Trump segue mencionando a possibilidade de aplicar barreiras tarifárias mais duras em breve. Embora o Brasil ainda não tenha sido citado diretamente, as incertezas em torno das políticas econômicas americanas mantêm os investidores em compasso de espera, atentos a possíveis impactos na percepção de risco global e, consequentemente, na moeda brasileira. Por ora, contudo, o adiamento da imposição de novas tarifas contribuiu nas últimas sessões para a desvalorização global do dólar.
Pedidos de auxílio-desemprego nos EUA Na ausência de indicadores econômicos mais importantes, investidores devem reagir também aos números semanais de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA, buscando avaliar a resiliência da economia no país. A estimativa mediana sugere que, na última semana, devem ter sido registrados 221 mil novos pedidos, mantendo o ritmo do reportado na semana anterior, quando 217 mil solicitações foram feitas. Como termômetro para a saúde do mercado de trabalho no país, o indicador pode impactar a percepção dos agentes de mercado com relação à economia americana, o que, por sua vez, tende a modificar a expectativa para a trajetória de juros no país, com possíveis efeitos no valor do dólar.



