Câmbio começa a terça estável, refletindo ameaças de tarifas por Trump
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,91 (-0,1%)
▲ Dollar Index (DXY): ~ 108,0 pontos (+0,6%)
O mercado de divisas deve refletir a recuperação global do dólar após Donald Trump ameaçar a imposição de sobretaxas de importação de maneira generalizada em diversos segmentos, como chips, fármacos, alumínio, cobre e aço.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Arrecadação federal de dezembro (SRF) – 10h30min.
• Encomendas de bens duráveis dos EUA de dezembro (Census) – 10h30min.
• Índice de confiança do consumidor americano de janeiro (CB) – 12h00min.
• Índice de manufatura de janeiro do Federal Reserve de Richmond – 12h00min.
• Índice de serviços de janeiro do Federal Reserve de Dallas – 12h30min.
Preocupação com tarifas nos EUA A taxa de câmbio do real alternava entre perdas e ganhos nas primeiras operações desta terça-feira, quando era cotada ao redor de R$ 5,91 (10h00min), em mais um dia de pouco apetite global por ativos arriscados após o presidente dos EUA, Donal Trump, afirmar a repórteres que ele estudava impor tarifas de importação sobre todas as economias mundiais simultaneamente em segmentos estratégicos, como chips, fármacos, alumínio, cobre e aço. Além disso, quando perguntado sobre uma reportagem do Financial Times que afirmava que os EUA poderiam optar por sobretaxas universais que crescessem em 2,5 p.p. por mês, o presidente afirmou que queria uma tarifa “muito maior” que 2,5%. As falas de Trump impulsionaram os receios de que os EUA irão dar início a uma “guerra comercial” com os outros países, pois, ainda que poucos detalhes sobre conteúdos e cronogramas sejam conhecidos, elas indicam que seus assessores estão debatendo o tema e que anúncios podem ocorrer em breve.
Real se destaca entre emergentes Contudo, assim como ontem, a moeda brasileira sustenta o seu valor e apresenta desempenho um pouco superior a pares como o peso mexicano e o rand sul-africano sem razões muito claras. Para alguns analistas, a piora das estimativas inflacionárias no boletim Focus de ontem reforça uma leitura de que o Banco Central do Brasil deve aumentar intensamente a taxa básica de juros (Selic) ao longo do ano, ajudando a atrair investimentos estrangeiros e amenizando o enfraquecimento do real. Outros argumentaram que há um desmonte de posições contrárias ao real por investidores, o que favorece a demanda pela moeda brasileira.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS



