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Abertura de Câmbio

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Câmbio abre quarta em leve baixa, aguardando decisões de política monetária da “super quarta”

 
Leonel Oliveira Mattos
Vitor Andrioli

 

▼ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,85 (-0,3%)
▲ Dollar Index (DXY): ~ 108,1 pontos (+0,2%)

O mercado de divisas deve refletir expectativa pelas decisões de juros dos bancos centrais de Brasil e Estados Unidos, com a maior parte das apostas indicando alta de 1p.p. nos juros domésticos e a manutenção do patamar dos juros americanos. Assim, o foco dos investidores recai em possíveis direcionamentos sobre os próximos passos dos comitês.

Agenda do dia (horário de Brasília):
•    Fluxo cambial semanal (BC) – 14h30min.
•    Decisão de juros do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) nos EUA – 16h00min.
•    Entrevista coletiva do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell – 16h30min.
•    Decisão de juros do Comitê de Política Monetária (Copom) no Brasil – 18h30min.
 

Decisão do FOMC A taxa de câmbio do real iniciou as negociações desta quarta-feira em leve baixa, quando era negociada ao redor de R$ 5,85 (09h50min). Visto que a decisão de juros brasileira ocorre somente após o fechamento do mercado, o principal direcionador da sessão deve ser a decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve (Fed), que deve manter sua taxa básica de juros estável, no intervalo entre 4,25% e 4,50% a.a, interrompendo a sequência de quedas iniciada na decisão de setembro. Essa pausa reflete um cenário de dados econômicos mais aquecidos, com riscos mais baixos de um enfraquecimento súbito do mercado de trabalho e com a inflação estabilizada em um patamar distante da meta perseguida pelo Fed, de 2% anuais. Diante da alta probabilidade de manutenção dos juros, os investidores devem concentrar sua atenção no comunicado do Comitê e na entrevista coletiva de seu presidente, Jerome Powell, buscando sinais quanto à trajetória futura da taxa de juros. A expectativa é de que o FOMC reforce que pode ser paciente e cauteloso na condução da política monetária, visto que a inflação tem caído a um ritmo mais lento que o desejado e a atividade econômica permanece resiliente, e que só retomará as reduções de juros após ganhar maior confiança de que a inflação segue estabilizando. Além disso, a expectativa de impacto inflacionário pelas possíveis medidas econômicas do governo de Donald Trump também deve reforçar a postura cautelosa do FOMC, embora o Comitê deva mencionar que essas possíveis medidas não irão afetar as decisões de política monetária enquanto não houver detalhes mais concretos sobre seu conteúdo e cronograma. A perspectiva de menos cortes de juros pelo Fed ao longo do ano tende a elevar os rendimentos dos títulos do Tesouro americano, o que pode fortalecer o dólar globalmente. 

Decisão do Copom No Brasil, investidores também aguardam pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), após o fechamento do mercado, que deve aumentar a taxa básica de juros (Selic) de 12,25% a.a. para 13,25% a.a., tal como sinalizado em dezembro. Se naquela decisão o Comitê apontou que a realização de duas altas mais intensas de juros se justificavam pela piora do cenário futuro de inflação, que está “menos incerto e mais adverso” e com “assimetria altista” após a “materialização de riscos inflacionários”, esse cenário pareceu piorar ainda mais desde a última decisão, com uma intensa desvalorização da taxa de câmbio, contínua elevação das expectativas inflacionárias e uma séria crise de credibilidade da condução da política fiscal brasileira junto a investidores. O comunicado da decisão deve ser novamente firme em relação aos riscos inflacionários enfrentados pelo Brasil e reforçar a perspectiva de que a Selic passará por rápidas elevações. Adicionalmente, investidores observarão se haverá mudança no “guia futuro” (foward guidance), que era de duas altas consecutivas de 1,00 p.p. na última reunião. A perspectiva de juros básicos mais altos por mais tempo eleva as expectativas de rentabilidade de títulos domésticos, o que favorece a entrada de investimentos estrangeiros e pode contribuir para a valorização do real.
 

TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS

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Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e Refinitiv.
  • Moedas

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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