Câmbio abre a quarta em leve alta, refletindo cenário externo favorável a ativos arriscados
▲ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,79 (+0,3%)
▼ Dollar Index (DXY): ~ 107,5 pontos (-0,4%)
Em dia de agenda cheia, o mercado de divisas deve repercutir a divulgação de indicadores econômicos nos EUA, com destaque para dados sobre o setor de serviços e sobre o mercado de trabalho. Deve permanecer no radar dos investidores, ainda, as incertezas relacionadas às barreiras tarifárias nos EUA à medida que o país inicia um novo conflito comercial com a China.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Índice Gerente de Compras (PMI) de Serviços e Consolidado de janeiro da Área do Euro (S&P Global) – 06h00min.
• Entrevista do presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva – 07h30min.
• Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) de dezembro (IBGE) – 09h00min.
• Índice Gerente de Compras (PMI) de Serviços e Consolidado de janeiro do Brasil (S&P Global) – 10h00min.
• Relatório de emprego do setor privado de janeiro dos EUA (ADP/Moody’s) – 10h15min.
• Índice Gerente de Compras (PMI) de Serviços e Consolidado de janeiro dos EUA (S&P Global) – 11h45min.
• Índice Gerente de Compras (PMI) de Serviços de janeiro dos EUA (ISM) – 12h00min.
• Fluxo cambial semanal (BC) – 14h30min.
• Palestra do ministro da Fazenda, Fernando Haddad – 23h30min.
Movimento de enfraquecimento global do dólar A taxa de câmbio do real operava em leve alta nas primeiras operações desta quarta-feira, sendo negociada ao redor de 5,79 (10h15min). Na sessão de ontem, a cotação da moeda brasileira registrou o 12º recuo consecutivo em relação ao dólar, a maior sequência de valorização do real desde a sua criação, em julho de 1994. O principal impulso para os ganhos recentes do real vem do cenário externo, a partir de uma leitura generalizada de que os EUA têm sido menos agressivos que o esperado na imposição de barreiras comerciais sobre outras economias. Desde que Donald Trump assumiu a presidência americana, o país anunciou a imposição de tarifas sobre Colômbia, Canadá, México e China, porém apenas as medidas contra produtos chineses entraram em vigor. A percepção de uma postura mais maleável de Trump quanto às tarifas tem diminuído parcialmente os receios de uma “guerra comercial” dos EUA contra seus parceiros comerciais e prejudicado o desempenho do dólar frente a maior parte das moedas. Na sessão de hoje, portanto, novas declarações do presidente americano podem contribuir com a volatilidade dos mercados internacionais, podendo repercutir inclusive na cotação do real. Por ora, a falta de imposições de tarifas ao Brasil tem contribuído para a menor percepção de risco sobre a moeda brasileira.
Serviços e mercado de trabalho nos EUA Ainda no cenário internacional, os investidores devem ficar atentos a novos dados da atividade econômica nos Estados Unidos, em especial aos Índices de Gerentes de Compras (PMI) do setor de serviços e ao relatório de emprego do setor privado (da ADP), ambos referentes a janeiro. Entre os PMIs, destaca-se o indicador divulgado pelo ISM (mais informações aqui), cuja mediana das projeções aponta para uma leve aceleração, de 54,1 pontos em dezembro para 54,2 em janeiro. Já em relação aos dados de emprego da ADP, a expectativa é de aumento na geração de vagas no setor privado, com estimativa mediana de 148 mil novos postos, acima dos 122 mil registrados em dezembro. Cabe ressaltar que o relatório da ADP é o segundo de três indicadores relevantes sobre o mercado de trabalho a serem divulgados nesta semana. O primeiro foi a pesquisa de abertura de vagas e turnovers (JOLTS), referente a dezembro, publicada ontem (04). Na sexta-feira (07), e mais importante, sairá o Relatório de Situação de Emprego de janeiro, conhecido como “payroll”. Ontem, dados mais brandos para o levantamento do JOLTS levantaram dúvidas sobre se os demais dados confirmarão a percepção de desaceleração moderada do mercado de trabalho. Os dados divulgados hoje são relevantes porque influenciam as expectativas dos investidores em relação às próximas decisões de política monetária do Federal Reserve. Considerando que tanto o setor de serviços quanto o mercado de trabalho já foram citados pelo Fed como fontes potenciais de pressão inflacionária no país, o desempenho desses indicadores pode afetar a percepção de risco em relação aos juros nos Estados Unidos. Isso é particularmente válido se os dados confirmarem a desaceleração moderada do mercado de trabalho já sugerida pelo JOLTS, cenário que tenderia a reforçar o movimento recente de enfraquecimento do dólar.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS



