Câmbio abre a segunda em queda, refletindo preocupação global com tarifas dos EUA
▲ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,81 (+0,3%)
▲ Dollar Index (DXY): ~ 108,3 pontos (+0,2%)
Em dia de agenda leve, o mercado de divisas deve repercutir a fala de Donald Trump deste domingo (09) de que anunciaria hoje a imposição de sobretaxas de 25% sobre a importação de aço e alumínio de todos os países.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Boletim Focus semanal (BC) – 08h30min.
• Palestra da presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde – 11h00min.
• Balança comercial semanal (Secex) – 15h00min.
Tarifas americanas sobre aço e alumínio Após abrir a sessão em alta, a taxa de câmbio do real inverteu sua tendência para queda nas primeiras operações desta segunda-feira, quando era negociada ao redor de R$ 5,77 (10h15min). A manhã é de maior aversão ao risco e perdas de moedas de economias emergentes após o presidente dos EUA, Donald Trump afirmar ontem (09), em conversa com jornalistas, que anunciaria hoje a imposição de sobretaxas de 25% sobre a importação de aço e alumínio de todos os países, inclusive o Brasil. Vale lembrar que o Brasil exporta 48% da sua produção de aço e 16% da sua produção de alumínio para os EUA, cerca de US$ 6,5 bilhões em exportações. Embora a fala de Trump não tenha dado mais informações sobre cronograma ou detalhes para estas medidas, ela reforçou o temor de investidores de que os Estados Unidos provocarão uma “guerra de tarifas” contra seus parceiros comerciais, o que, por sua vez, amplia as incertezas sobre a inflação americana no curto prazo e sobre o crescimento econômico dos demais países. Este cenário favorece o dólar globalmente ao diminuir o apetite por ativos dos países prejudicados, ampliar a busca de ativos de segurança para momentos de estresse, como o dólar, e indicar que o Federal Reserve possa ter que manter os juros mais altos por mais tempo para tentar neutralizar os impactos inflacionários das tarifas, favorecendo o rendimento dos títulos americanos e tornando-os mais atraentes para investidores.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS



