Câmbio abre a quarta estável, aguardando por CPI americano e falas de Galípolo
= Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,76 (0,0%)
= Dollar Index (DXY): ~ 107,9 pontos (0,0%)
O mercado de divisas deve repercutir a leitura de janeiro do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos EUA, buscando calibrar expectativas para a trajetória da economia e dos juros no país. No Brasil, investidores devem acompanhar falas de autoridades econômicas e dados para serviços em dezembro.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Entrevista do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva – 08h00min.
• Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de dezembro no Brasil (IBGE) - 09h00min.
• Palestra do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo – 10h00min.
• Índice de preços ao consumidor (CPI) americano de janeiro (BLS) – 10h30min.
• Palestra do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell – 12h00min.
• Palestra do presidente do Federal Reserve de Atlanta, Raphael Bostic – 14h00min.
• Fluxo cambial semanal (BC) – 14h30min.
• Entrevista do ministro da Fazenda, Fernando Haddad – 18h00min.
• Palestra de membro do conselho de governadores do Federal Reserve, Christopher Waller – 19h05min.
Aguardando CPI americano A taxa de câmbio do real operava em estabilidade nas primeiras operações desta quarta-feira, quando era cotada ao redor de R$ 5,76 (10h10min). Na sessão de hoje, o foco dos investidores deve recair sobre a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos Estados Unidos de janeiro. A mediana das projeções para o CPI aponta para uma nova alta moderada, com um aumento mensal de 0,3% tanto no indicador cheio quanto em seu núcleo, que exclui os voláteis componentes de alimentação e energia. Embora esta projeção para o núcleo represente uma leve alta frente aos 0,2% registrados em dezembro, ela seria mais moderada que a leitura de 0,4% registrado em janeiro de 2024, mês em que a inflação costuma ser impulsionada por fatores sazonais. Se confirmada, a projeção deve contribuir para a interpretação de “pouso suave” da economia norte-americana, alinhando-se ao depoimento dado ontem pelo presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, ao Senado dos Estados Unidos. Em sua fala, Powell salientou a resiliência da atividade econômica americana e indicou não haver urgência em promover novos cortes na taxa de juros. Ainda hoje, os investidores acompanharão novo depoimento de Powell, desta vez diante da Câmara dos Representantes dos EUA. A perspectiva de manutenção dos juros em patamares por um período prolongado nos Estados Unidos tende a elevar os rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano, contribuindo, por conseguinte, para sustentar o valor global do dólar.
Serviços no Brasil No Brasil, os investidores também devem acompanhar as declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, nesta manhã, bem como as do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, após o fechamento do mercado. Além disso, devem repercutir a divulgação da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), que revelou uma queda de 0,5% no volume de serviços em dezembro de 2024. Esse resultado configura a segunda retração consecutiva, acumulando queda de 1,9% entre novembro e dezembro, embora, no consolidado de 2024, o setor tenha avançado 3,1%. Os participantes do mercado devem utilizar esses dados, somados às manifestações das autoridades, para ajustar suas expectativas acerca da trajetória de juros do Banco Central, especialmente após o comunicado da última decisão de política monetária, em que se destacaram “sinais incipientes” de desaceleração da economia brasileira. Nesse sentido, a divulgação e as falas das autoridades podem contribuir com a perspectiva de um ciclo de altas mais moderado pelo Banco Central, o que, por sua vez, pode contribuir para um enfraquecimento do real.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS



