Câmbio abre a quarta em alta, refletindo ameaça de tarifas por Trump e ata do FOMC
= Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,69 (0,0%)
▲ Dollar Index (DXY): ~ 107,2 pontos (+0,2%)
Em dia de agenda leve, o mercado de divisas deve repercutir a divulgação da ata da última decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve (Fed), bem como novas ameaças de tarifas de importação pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para automóveis, semicondutores e produtos farmacêuticos.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Fluxo cambial semanal (BC) – 14h30min.
• Ata da reunião de política monetária do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) – 16h00min.
• Palestra do vice-presidente do Federal Reserve Phillip Jefferson – 19h00min.
Ata do FOMC A taxa de câmbio do real apresentava tendência de elevação nas primeiras operações desta quarta-feira, quando era cotada ao redor de R$ 5,73 (10h15min). Na sessão, o principal destaque deve ser a divulgação da ata da última decisão de política monetária do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve (Fed). Na ocasião, o Comitê decidiu sem surpresas por interromper a sequência de cortes à sua taxa de juros, mantendo-a inalterada no intervalo entre 4,25% e 4,50% a.a. O documento deve reforçar a postura cautelosa do FOMC em sua decisão, argumentando que não há pressa para novas reduções nos juros visto que os riscos de um enfraquecimento do mercado de trabalho e os riscos de uma inflação mais resiliente estão mais equilibrados. Além disso, as leituras ambíguas para os indicadores econômicos recentes favorecem uma postura mais paciente pelo Fed, que deve observar a evolução de indicadores de emprego, produção e preços nos próximos meses para acumular informações sobre a conjuntura do país. Dessa forma, a expectativa é de que o FOMC evite sinalizar seus próximos passos e reforce apostas de investidores de que os juros americanos se manterão em patamar mais elevado por mais tempo, o que favorece os rendimentos dos títulos denominados em dólar e tende a fortalecer a moeda globalmente.
Tarifas de Trump Adicionalmente, investidores acompanham a intenção do presidente norte-americano, Donald Trump, de impor tarifas de aproximadamente 25% sobre a importação de automóveis, semicondutores e produtos farmacêuticos. Segundo o presidente, a aplicação dessas medidas não deve ocorrer imediatamente, mas a partir de 2 de abril, após os membros de seu gabinete apresentarem relatórios detalhando opções para as novas tarifas de importação. A partir de então, ainda de acordo com Trump, essas tarifas "aumentarão substancialmente ao longo de um ano". A princípio, o anúncio dessas medidas, somado a outras taxações futuras já anunciadas pela administração Trump, poderia intensificar os receios de uma “guerra de tarifas” contra parceiros comerciais, aumentando a incerteza em relação à inflação norte-americana e ao crescimento econômico de outros países. No entanto, a falta de clareza e a percepção de uma postura mais flexível do que o inicialmente previsto por parte do presidente dos EUA têm contribuído para uma avaliação mais ponderada dos riscos pelos agentes de mercado, ao mesmo tempo em que prejudica o desempenho global do dólar nas últimas semanas. Nesse contexto, os investidores devem permanecer atentos a novas informações relacionadas ao tema, bem como manter cautela em relação à efetiva implementação de tais medidas.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS



