Câmbio abre a sexta estável, em novo dia de poucos eventos
= Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,70 (0,0%)
▲ Dollar Index (DXY): ~ 106,7 pontos (+0,3%)
Em mais um dia de agenda fraca, investidores devem repercutir falas de autoridades econômicas no Brasil e dados econômicos nos EUA, buscando avaliar a condução da política monetária em ambos os países.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Entrevista do ministro da Fazenda, Fernando Haddad – 09h00min.
• Palestra do diretor de política monetária do Banco Central, Nilton David – 11h00min.
• Prévias dos Índices Gerentes de Compras (PMI) do setor industrial, de serviços e composto dos EUA de fevereiro (S&P) – 11h45min.
• Confiança do consumidor dos EUA de fevereiro (UMich) – 12h00min.
• Palestra do vice-presidente do Federal Reserve, Phillip Jefferson – 13h30min.
Indicadores americanos A taxa de câmbio do real apresentava tendência de estabilidade nas primeiras operações dessa sexta-feira, quando era cotada ao redor de R$ 5,70 (10h05min). Em novo dia de agenda econômica com poucos eventos, o foco dos investidores deve ser a divulgação de dados preliminares para os Índices Gerentes de Compras (PMI) do setor industrial e serviços de fevereiro nos Estados Unidos. Ainda que, em geral, esses indicadores tenham menor peso na análise dos participantes do mercado, eles fornecem as primeiras sinalizações referentes à atividade econômica do país no mês. Consequentemente, sua leitura pode influenciar a percepção dos investidores acerca dos próximos passos da política monetária conduzida pelo Federal Reserve. No mês de janeiro, os PMIs calculados pela S&P Global evidenciaram resiliência na atividade econômica dos Estados Unidos, ainda que acompanhados de outros dados mistos, o que dificultou uma visão clara sobre o posicionamento futuro do Fed diante da dinâmica econômica. As estimativas medianas para fevereiro apontam para um avanço de 51,3 no setor industrial, após 51,2 no mês anterior, e para 53 no setor de serviços, ante 52,9 na última divulgação. Caso esses valores se confirmem, ainda que preliminares, devem reforçar a percepção de solidez da economia norte-americana, o que tende a elevar os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA e, consequentemente, fortalecer o dólar.
Falas de autoridades no Brasil Adicionalmente, os investidores devem acompanhar as falas de autoridades econômicas no Brasil, em busca de sinais sobre a trajetória da política monetária brasileira ao longo de 2025. Nesta manhã, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, concede entrevista, ao passo que, posteriormente, o diretor de política monetária do Banco Central, Nilton David, participa de evento. Dessas falas, os agentes de mercado devem buscar indicações acerca de como o governo e o Banco Central avaliam os recentes indicadores econômicos, relativamente mais fracos, bem como os efeitos da política monetária mais restritiva em vigor. Caso reforcem a percepção de desaceleração da economia brasileira, devem elevar a percepção de uma alta mais moderada para os juros no Brasil, o que tende a prejudicar o real.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS



