Câmbio abre a quarta em leve baixa, monitorando receios com cenário fiscal brasileiro e crescimento americano
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,74 (-0,2%)
▲ Dollar Index (DXY): ~ 106,6 pontos (+0,3%)
Em dia de agenda fraca, o mercado de divisas deve repercutir o receio de investidores de um desequilíbrio nas contas públicas brasileiras, bem como as preocupações com o dinamismo da economia americana após indicadores mais fracos que o esperado.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de janeiro (Ministério do Trabalho e Emprego) – 10h30min.
• Palestra do presidente do Federal Reserve de Richmond, Tom Barkin – 10h30min.
• Palestra do presidente do Federal Reserve de Atlanta, Raphael Bostic – 14h00min.
• Fluxo cambial semanal (BC) – 14h30min.
• Relatório Mensal da Dívida Pública Federal (DPF) de janeiro (Tesouro Nacional) – 15h30min.
Receio de desaceleração nos EUA A taxa de câmbio do real alternava entre perdas e ganhos nas primeiras operações desta quarta-feira, quando era cotada ao redor de R$ 5,74 (10h00min), em um dia de agenda esvaziada. Investidores se mantém em compasso de espera em meio a receios de uma desaceleração da economia americana após o índice de confiança do consumidor americano medido pelo instituto Conference Board cair mais que o esperado, na maior redução mensal desde agosto de 2021. O instituto notou que “comentários sobre o atual governo e suas políticas econômicas dominaram as respostas”, em particular preocupações sobre os efeitos de tarifas de importação sobre a inflação e o crescimento econômico dos EUA e sobre os efeitos de demissões em massa no setor público. Contribui para o pessimismo de investidores, também, a dificuldade enfrentada pelos Republicanos para aprovar a primeira etapa para um novo Orçamento público. A medida, que apenas autoriza a discussão e eventual votação de um projeto, foi aprovada por 217 votos a favor contra 215 contra depois de uma intervenção pessoal do presidente americano, Donald Trump, e traz receios de que Trump possa enfrentar dificuldades para avançar suas prioridades no Legislativo do país. Os temores de uma desaceleração da economia dos EUA podem levar a uma aversão global a riscos, prejudicando o desempenho de ativos arriscados, como moedas de economias emergentes.
Receios fiscais no Brasil Investidores também monitoram o noticiário vindo de Brasília, em meio a um pessimismo de que o governo federal deve ampliar estímulos fiscais para tentar a reverter a queda de sua popularidade em pesquisas. Os temores de piora das contas públicas se elevou após o anúncio de expansão de alguns programas sociais, como a gratuidade de alguns produtos pelo programa Farmácia Popular e o início do pagamento de R$ 1 mil aos alunos participantes do programa Pé-de-Meia, bem como pela esperada liberação do acesso ao FGTS para quem foi demitido após ter optado por fazer o saque aniversário. O aumento da percepção de riscos fiscais de ativos brasileiros pode resultar em maior exigência de prêmios de risco, prejudicando o desempenho do real.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS



