Câmbio abre a sexta em alta, refletindo Ptax, confirmação de tarifas e dados de inflação nos EUA
▲ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,84 (+0,2%)
= Dollar Index (DXY): ~ 107,3 pontos (0,0%)
Em dia de agenda vazia, o movimento do último pregão do mês deve apresentar maior volatilidade nos horários utilizados pelo Banco Central (BC) para a formação da taxa Ptax de fim de mês, entre as 10h00min e as 13h10min. Adicionalmente, o mercado de divisas deve repercutir a divulgação do Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) de janeiro nos EUA, assim como a confirmação de que novas tarifas de importação entrarão em vigor no país na próxima terça-feira.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) de janeiro nos EUA (BLS) – 10h30min.
• Posição semanal dos agentes de mercado (CFTC) – 17h30min.
Taxa Ptax de fim de mês A taxa de câmbio do real apresentava tendência de elevação nas primeiras operações desta sexta-feira, quando era cotada ao redor de R$ 5,84 (10h00min). O pregão deve apresentar maior volume de negócios e volatilidade dentro das janelas de horários utilizadas pelo BC para o cálculo da taxa Ptax de fim de mês, entre as 10h00min e as 13h10min. A taxa Ptax é uma referência divulgada diariamente pelo BC e seu valor de fim de mês é muito utilizado em contratos de câmbio e derivativos. Desta forma, os operadores do mercado intensificam suas operações durante estes intervalos, disputando a sua definição.
PCE de janeiro nos EUA Após indicadores econômicos americanos ambíguos em janeiro, que sugerem ao mesmo tempo uma inflação mais persistente e uma desaceleração mais rápida da economia, em especial do consumo, investidores aguardam pela divulgação do Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) de janeiro buscando calibrar expectativas para a trajetória dos juros do Fed. Embora seja necessário acumular mais dados para consolidar um entendimento sobre a conjuntura dos EUA, investidores mantém uma postura mais cautelosa e defensiva diante da possibilidade de uma “estagflação”, isto é, de inflação mais elevada e resiliente junto com desaceleração do crescimento econômico, o que tende a favorecer o desempenho de ativos considerados “portos-seguros” e, assim, fortalecer o dólar globalmente.
Tarifas de Trump se aproximam Adicionalmente, contribui para uma postura mais cautelosa e defensiva de investidores o anúncio de ontem do presidente dos EUA, Donald Trump, de que as tarifas de importação de 25% sobre produtos do México e do Canadá, até então suspensas, entrarão em vigor no dia 04 de março, enquanto as sobretaxas sobre produtos chineses passarão de 10% para 20% no mesmo dia. Trump afirmou a repórteres que tomou essa decisão por considerar que não houve progresso suficiente por essas nações para impedir o fluxo de drogas para os Estados Unidos, em especial o opioide fentanil. O anúncio eleva as preocupações entre investidores quanto a uma possível piora da inflação e do crescimento americano, aumentando a aversão ao risco e fortalecendo a moeda americana globalmente.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS



