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Abertura de Câmbio

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Câmbio abre quarta em forte baixa, refletindo possibilidade de política tarifária mais moderada dos Estados Unidos

 
Leonel Oliveira Mattos
Vitor Andrioli

 

= Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,88 (0,0%)
▼ Dollar Index (DXY): ~ 104,8 pontos (-0,7%)

Operações de câmbio começam às 13h nesta quarta

O mercado de divisas, que permaneceu fechado na segunda e na terça-feira em decorrência do feriado de Carnaval, retoma suas atividades nesta quarta-feira, com a abertura das negociações às 13h. Os participantes do mercado devem avaliar os desdobramentos do conflito comercial entre os Estados Unidos e seus parceiros, sobretudo após a entrada em vigor, na véspera, das tarifas anunciadas pelo presidente norte-americano, Donald Trump, sobre Canadá, México e China, as quais resultaram em retaliações. Adicionalmente, novos indicadores relativos aos Estados Unidos devem ser observados, com investidores buscando avaliar a resiliência da economia do país.

Agenda do dia (horário de Brasília):

•    Índice Gerente de Compras (PMI) industrial e de serviços da área do Euro de fevereiro (S&P Global) – 06h00min.
•    Índice Gerente de Compras (PMI) de serviços do Brasil de fevereiro (S&P Global) – 10h00min.
•    Relatório de emprego do setor privado dos EUA de fevereiro (ADP) – 10h15min.
•    Índice Gerente de Compras (PMI) industrial e de serviços dos EUA de fevereiro (S&P Global) – 11h45min.
•    Índice Gerente de Compras (PMI) de serviços dos EUA de fevereiro (ISM) – 12h00min.
•    Boletim Focus semanal (BC) – 14h00min.
•    Livro Bege do Federal Reserve – 16h00min.
 

Medidas tarifárias dos EUA As operações no mercado de divisas brasileiro retornam às 13h desta quarta-feira, após permanecerem suspensas nos dois primeiros dias da semana em razão do feriado de Carnaval. Ao longo da sessão, os participantes do mercado deverão analisar os desenvolvimentos mais recentes da política comercial dos Estados Unidos, em especial após a imposição, na última terça-feira (04), de tarifas de 25% sobre importações do Canadá e do México, bem como de uma taxa adicional de 10% sobre produtos chineses, que totalizam agora 20%. Em resposta, os países afetados anunciaram a adoção de medidas retaliatórias. O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, declarou a aplicação imediata de tarifas de 25% sobre 30 bilhões de dólares canadenses em importações dos EUA, podendo estender a taxação a outros 125 bilhões em até 21 dias, se necessário. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, por sua vez, afirmou que o governo mexicano também responderá com contramedidas, mas não forneceu detalhes adicionais. Já o Ministério de Relações Exteriores da China adotou tom categórico, enfatizando: “Se guerra é o que os Estados Unidos querem, seja uma guerra tarifária, guerra comercial ou qualquer outro tipo de guerra, estamos prontos para lutar até o fim.” O país asiático anunciou novas taxas de 10% a 15% sobre as exportações agrícolas dos Estados Unidos e restrições de exportação e investimento a 25 empresas dos EUA.

Volatilidade do DXY A princípio, a consolidação das barreiras tarifárias norte-americanas, ao elevar os temores da escalada de um conflito comercial internacional, tende a aumentar a aversão ao risco entre os investidores e favorecer a valorização global do dólar. Contudo, nesta manhã, os mercados internacionais exibem movimento inverso, com queda firme do Dollar Index (DXY), que reflete o valor do dólar americano frente uma cesta de moedas. Essa tendência se dá possivelmente em decorrência de declarações feitas ontem pelo Secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick. Segundo ele, autoridades norte-americanas mantiveram contato com Canadá e México “durante todo o dia” e ainda podem chegar a uma solução parcial com esses países, ressaltando, porém, a necessidade de avanços no combate ao tráfico de fentanil. Lutnick observou: “Acredito que haverá algum avanço. Isso não eliminará as tarifas, mas pode modificá-las de alguma forma”. Essa sinalização, por sua vez, parece ter amenizado as tensões nos mercados internacionais, enfraquecendo o dólar globalmente.

Dados econômicos nos EUA Adicionalmente, investidores devem observar também as divulgações de dados econômicos nos Estados Unidos, com destaque para o Relatório de emprego do setor privado de fevereiro, da ADP, e o Índice Gerente de Compras (PMI) de serviços de fevereiro, do ISM. O dado da ADP surpreendeu negativamente, após apontar para a criação de apenas 77 mil novas vagas no mês de fevereiro, antes expectativa mediana de 141 mil novas vagas. Já a mediana das projeções para o Índice Gerente de Compras (PMI) de serviços é que ele se mantenha estável em fevereiro, com uma leitura de 52,8 pontos (um número acima de 50 pontos indica expansão), após uma leitura mais fraca que o esperado em janeiro. Essa estabilidade deve ser resultado de um recuo do nível de confiança empresarial, que retornou ao patamares anteriores ao impulso provocado pelos resultados eleitorais de novembro. Dessa forma, antecipa-se que os indicadores para atividade e mercado de trabalho de hoje indiquem um maior espaço para cortes de juros pelo Federal Reserve, o que tende a prejudicar o rendimento dos títulos denominados em dólar e, assim, enfraquecer a moeda americana mundialmente.
 

TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS

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Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e Refinitiv.
  • Moedas

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