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Abertura de Câmbio

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Dólar abre a sessão em alta, logo abaixo de R$5,30
 
Vitor Andrioli
Leonardo Rossetti
Leonel Oliveira Mattos
Real desvaloriza perante incertezas do cenário político doméstico
A taxa de câmbio abriu a sessão em alta nesta quinta-feira (08). No momento da publicação deste texto (10h00min), a moeda americana era cotada ao redor de R$ 5,29, uma variação próxima a +1% em relação ao valor de fechamento de ontem. O cenário político nacional continua deixando os mercados em alerta depois de um dia turbulento na CPI da Covid, enquanto no exterior o mercado de moedas ainda repercute a divulgação da ata da última decisão de política monetária do FOMC.
Na noite de ontem, o ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde Roberto Dias recebeu ordem de prisão do presidente da CPI da Covid-19 no Senado, Omar Aziz (PSD-AM), por considerar que o ex-servidor mentiu em depoimento ao colegiado. Dias foi acusado por Luiz Paulo Dominguetti, que afirma ser representante da Davati Medical Supply, de ter solicitado propina na negociação de doses da vacina AstraZeneca.
Ainda na véspera, o presidente Jair Bolsonaro voltou sua mira ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, atacou o ministro acusando-o de ter interesses pessoais ao se posicionar contra o voto impresso e voltou a dizer que pode não aceitar os resultados das próximas eleições sem o comprovante físico do voto.
No dia de ontem, em ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), as autoridades do Federal Reserve (Fed) avaliaram que a recuperação econômica dos Estados Unidos ainda não atingiu um “progresso substancial adicional”. Contudo, o documento mostrou que alguns membros consideraram adequado se planejar para ajustes nos estímulos monetários caso um aumento no nível de preços ou outros riscos se materializem.
A ata revelou certa divergência entre os membros quanto às condições necessárias para uma redução na política de compra de ativos da autoridade monetária, com alguns membros visualizando uma alteração mais cedo do que o anteriormente antecipado e, outros, clamando por paciência no atual cenário de incerteza mais elevada. Todavia, se o documento não esclareceu o horizonte de quando começarão as alterações nas políticas de estímulos monetários do Fed, ele deu início ao debate mais sério sobre as condições necessárias para a alteração de tais medidas, ainda que com divergência de opiniões.
As próximas duas reuniões do Fed estão marcadas para 27 e 28 de julho e 21 e 22 de setembro. No intervalo entre elas, o banco central americano vai realizar sua conferência em Jackson Hole, Wyoming, importante evento em que participam várias autoridades monetárias mundiais. Cogita-se que o evento sirva de oportunidade para o anúncio de ajustes nas atuais políticas do Fed.
Por fim, nesta manhã o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para o mês de junho foi de 0,53%, ante uma alta de 0,83% em maio. De janeiro a junho, o IPCA acumula elevação de 3,77% e, nos últimos 12 meses, de 8,35%, acima do limite máximo da meta definida pelo Banco Central para o ano de 2021, de 5,25%.
No exterior, a moeda americana perdia força após a divulgação de dados aquém do esperado para os pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA. De acordo com o Departamento de Trabalho (DOL), na semana encerrada em 03 de julho, foram registradas 373 mil novas solicitações do benefício, superando em 20 mil a mediana das expectativas dos analistas. A perda de ritmo do processo de normalização do mercado de trabalho americano reduz as perspectivas para a inflação e a urgência da revisão dos estímulos econômicos do Fed, pressionando o rendimento dos treasuries. O dollar index opera em baixa nesta manhã, recuando 0,3%, para 92,4 pontos.
Indicadores Econômicos
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Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e CommodityNetwork Trader’s Pro.
  • Moedas

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