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Abertura de Câmbio

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Dólar inicia o dia em baixa, cotado a R$5,16
 
Vitor Andrioli
Leonardo Rossetti
Leonel Oliveira Mattos
Câmbio deve refletir dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos
A taxa de câmbio abriu a manhã desta sexta-feira (03) em declínio. No momento da publicação deste texto (09h30min), a divisa americana era cotada ao redor de R$ 5,16, queda de 0,4% na comparação com a véspera. Já o dollar index era cotado ao redor de 92,2 pontos, praticamente estável na comparação com o fechamento de quinta-feira. Nesta manhã, o mercado de divisas aguarda a publicação de dados do mercado de trabalho americano pelo Departamento de Estatísticas do Trabalho (BLS). A previsão de analistas do mercado é que as contratações continuem se expandindo em agosto, mas em ritmo um pouco menor que o verificado em julho. No Brasil, a agenda do dia inclui indicador de atividade econômica das empresas, o PMI, bem como falas programadas do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, às 09h00min, do secretário especial do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, às 12h00min e do Ministro da Economia, Paulo Guedes, às 18h00min.

Mais cedo o Departamento de Estatísticas do Trabalho (BLS) dos Estados Unidos divulgou que foram criados 235 mil novos postos de trabalhos no mês de agosto, contra 1 milhão e 53 mil no mês de julho. Este desempenho foi significativamente abaixo da mediana das expectativas de analistas, que apontava para a criação de 740 mil novos empregos. A taxa de desemprego recuou em 0,2 pontos percentuais, de 5,4% em julho para 5,2% em agosto, e a taxa de participação de adultos no mercado de trabalho se manteve inalterada, registrando 61,7% no período. Esta baixa adição de ocupações nos EUA pode afetar o horizonte temporal do Federal Reserve para seus ajustes de política monetária. Semana passada, durante fala no Simpósio de Jackson Hole, o presidente da autarquia, Jerome Powell, reiterou que o banco central americano pretende ser bastante cauteloso em se assegurar que há um “progresso substantivo” na economia, particularmente no mercado de trabalho, antes de iniciar uma redução no programa de compra de ativos da instituição, um de seus principais instrumentos de estímulo econômico para a economia estadunidense.

A perspectiva de uma delonga na redução dos estímulos econômicos nos Estados Unidos favorece o apetite por ativos arriscados, como moeda de economias emergentes, e pode influenciar em uma maior demanda pelo real. Já perspectiva de contínuos aumentos da taxa básica de juros (Selic), no Brasil, em função do rápido aumento dos níveis de preços, deve acentuar essa tendência de compra da divisa brasileira

Por outro lado, riscos fiscais e políticos seguem como um fator de preocupação para os investidores, que podem preferir outros ativos mais seguros e preterir ativos brasileiros. Ontem, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) emitiu nota em que reafirma o apoio ao manifesto “A Praça é dos Três Poderes", que defendia a harmonia institucional no país, às vésperas do feriado de 7 de setembro. Para o feriado, grupos bolsonaristas mobilizaram demonstrações de cunho antidemocrático, buscando apoiar o presidente da República ao mesmo tempo em que atacam o Legislativo e, principalmente, o Judiciário. Já o presidente Jair Bolsonaro, em sua transmissão semanal através de mídia social, disse que “"ninguém precisa temer o 7 de setembro”, afirmou que participará das manifestações em Brasília e São Paulo e tornou a criticar o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. “Como já disse o nosso ministro Alexandre de Moraes há pouco tempo: quem não quer ser criticado fique em casa”. E completou: “Está faltando um ou outro, uma ou outra autoridade, ter a humildade de reconhecer que extrapolou e trazer a paz ao Brasil”.

A instabilidade no cenário político, como um todo, aumenta a incerteza do ambiente de negócios e pode resultar na exigência de maiores prêmios de risco por parte dos investidores. Como consequência, a atratividade da moeda brasileira pode ser afetada negativamente.

TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS
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Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e CommodityNetwork Trader’s Pro.
 
  • Moedas

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