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Real se recupera após Copom deixar os próximos em aberto

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By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil
O par real/dólar abriu a manhã de sexta-feira (15) em declínio. No momento da publicação deste texto (09h30min), ele era cotado ao redor de R$5,48, recuo de 0,7% em relação ao encerramento de quinta. Já o dollar index era cotado ao redor de 94,0 pontos, praticamente estável ante à véspera. O Banco Central (BC) se mantém ativo no combate à desvalorização excessiva do real, realizando nesta manhã mais uma rodada de swap cambiais para prover liquidez ao mercado de divisas. Hoje, a atenção está voltada à divulgação dos dados do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) para o mês de agosto, considerado uma “prévia” do Produto Interno Bruto, e do relatório mensal de vendas do varejo americano, ambos pela manhã. Na agenda do dia, destaca-se a participação em eventos do diretor de política monetária do BC, Bruno Serra, às 10h00min, e do presidente da instituição, Roberto Campos Neto, às 14h00min.
Nesta manhã, Banco Central realizou mais um leilão extraordinário de 20 mil contratos de swap cambial tradicional (o equivalente a US$ 1 bilhão), com vencimentos entre 1º de fevereiro de 2022 e 1º de junho de 2022, entre as 09h30min e as 10h00min. Foi a terceira oferta no mercado futuro de câmbio em três dias, todas de mesmo valor. O swap é um derivativo que permite troca de taxas ou rentabilidade de ativos financeiros. No caso do swap cambial tradicional, o título paga ao comprador a variação da taxa de câmbio acrescida de uma taxa de juros (cupom cambial). Em troca, o BC recebe a variação da taxa Selic. Após atingir a marca de R$ 5,57 na quarta-feira, a autoridade monetária atua com firmeza para conter a desvalorização da moeda nacional. Nesta manhã, após a intervenção do BC, a taxa de câmbio chegou a R$ 5,474, a mínima para o dia até o momento.
Ainda pela manhã, o Banco Central divulgou que o IBC-Br retraiu em 0,15% em agosto, na comparação dessazonalizada com julho, e revisou para baixo a expansão do mês anterior, de 0,6% para 0,23%. Tal desempenho foi ligeiramente aquém das estimativas de analistas, cuja mediana previa estabilidade para o período. Em um cenário de inflação e desemprego elevados, aumento da taxa básica de juros (Selic), elevação de custos e restrições de oferta, o nível de atividade se retraiu em agosto pela primeira vez desde maio. Na comparação com agosto de 2020, o IBC-Br avançou 4,74%, enquanto no acumulado em 12 meses passou a uma alta de 3,99%.
Na sequência, o Departamento de Comércio dos Estados Unidos publicou que as vendas no varejo daquele país cresceram em 0,7% no mês de setembro, consideravelmente acima das expectativas de analistas, cuja mediana apontava para uma retração de 0,1% no período. Os dados de agosto também foram revisados para cima, de +0,7% para +0,9%. O crescimento nas vendas foi inesperado em meio a problemas nas cadeias logísticas globais e escassez de matérias primas importantes, porém indica que a demanda dos consumidores permanece em expansão. O relatório indica, fundamentalmente, a venda de bens, e a única categoria de serviços monitorada pelo relatório, bares e restaurantes, elevou suas vendas em 0,3%.

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