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Abertura de Câmbio

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Dólar inicia quinta em forte baixa,
cotado ao redor de R$ 5,45
 
Vitor Andrioli
Leonardo Rossetti
Leonel Oliveira Mattos
Câmbio reflete expectativa de ritmo mais forte de aperto monetário

O par real/dólar apresentava trajetória de queda nas primeiras operações da manhã desta quinta-feira (11). No momento da publicação deste texto (09h30min), ele era cotado ao redor de R$5,45, recuo de 1,0% ante à véspera. Já o dollar index era cotado ao redor de 95,0 pontos, variação de +0,1% em relação ao fechamento de quarta. Após a publicação de ontem do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ser significativamente acima do esperado, o mercado de divisas repercute o cenário de aceleração inflacionária no Brasil e uma provável reação mais contracionista no ritmo de ajustes na taxa básica de juros (Selic) pelo Banco Central. Esta contração deve ocorrer em meio a uma maior desaceleração econômica, visto que, nesta manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o volume de vendas do comércio varejista no país apresentou recuo pelo segundo mês consecutivo. No cenário externo, é importante ressaltar que a incorporadora imobiliária Evergrande mais uma vez evitou o “default” ao quitar no último dia possível parcelas de três títulos de dívidas que já se encontravam em seus 30 dias de carência após não serem pagos na data correta.

Esta manhã, o IBGE divulgou que o volume de vendas do comércio varejista no país recuou 1,3% na passagem de agosto para setembro, aquém das estimativas de analistas, cuja mediana apontava para um recuo de 0,6%. Trata-se da segunda queda consecutiva, após baixa de 4,3% em agosto. No ano, o varejo acumula crescimento de 3,8% e de 3,9% em 12 meses. De acordo com o gerente da Pesquisa Mensal do Comércio, Cristiano Santos, embora a queda no volume tenha sido de 1,3%, as receitas dos varejistas recuaram apenas 0,2% em função da alta de preços no período. Santos explica, em nota, que “o componente que joga o volume para baixo é a inflação. As mercadorias subiram de preço. Em combustíveis e lubrificantes, por exemplo, a receita foi -0,1%, totalmente estável, e o volume caiu 2,6%. O mesmo vale para Hiper e supermercados, que passa de 0,1% de receita para -1,5% em volume. Mas o mesmo fator não se aplica a Tecidos, vestuário e calçados que caiu tanto em volume, (-1,1%), quanto na receita com queda ainda maior, sinalizando deflação gerada pela redução da demanda”.

Ontem, o IBGE publicou que o IPCA se acelerou em 1,25% em outubro, acima da mediana das expectativas de analistas, que apontava um crescimento de 1,0%, sendo o maior aumento para o mês desde 2002. Com isso, o indicador acumula variação de +8,24% no ano e de +10,67% nos últimos 12 meses. Ontem, também, o Departamento de Estatísticas do Trabalho (BLS) dos Estados Unidos divulgou que o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) no mês de outubro se acelerou em 0,9%, acima das expectativas de mercado, cuja mediana apontava para um crescimento de 0,6%. No acumulado em 12 meses, o CPI acumula alta de 6,2%, maior valor para o indicador desde dezembro de 1990. As pressões de custos estão se tornando de maior intensidade e mais longas do que inicialmente previstos. Em função destes aumentos de preços, crescem as expectativas de que tanto o Banco Central do Brasil (BC) como o Federal Reserve (Fed) precisarão apertar o ritmo de contração monetária para tentar reestabelecer a estabilidade de preços. Embora o Comitê de Política Monetária do BC tenha sinalizado que antevia um reajuste de 1,5 p.p. na taxa básica de juros (Selic) na sua próxima reunião, em dezembro, alguns analistas apostam em uma elevação ainda maior, de 1,75 p.p. ou até 2 p.p. Nos EUA, o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) iniciou este mês a redução no volume de compra de ativos federais como forma de reduzir os estímulos monetários à economia. As expectativas dos agentes é se tal redução pode ser acelerada em função dos dados mais recentes de níveis de preço e quão cedo o FOMC pode aumentar sua taxa de juros para prosseguir com seu aperto monetário.

Por fim, vale ressaltar que a incorporadora imobiliária Evergrande conseguiu evitar uma declaraçõ formal de falência ao honrar no último dia possível parcelas de três títulos de dívidas que já se encontravam em seus 30 dias de carência após não serem pagos na data correta, em um valor superior a US$ 148 milhões. A empresa é uma das mais endividadas do mundo, com passivos superiores a US$ 300 bilhões, sendo quase US$ 20 bilhões em títulos denominados em dólares. A incorporadora vive uma situação de caixa preocupante, deixando de honrar esporadicamente alguns títulos e liquidando ativos para se manter em operação. Como consequência, diversas outras empresas do ramo imobiliário chinês se encontram em dificuldades em função da baixa disponibilidade de crédito.

TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS
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Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e CommodityNetwork Trader’s Pro.

  • Moedas

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