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Abertura de Câmbio

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Dólar abre a quinta em queda,
cotado ao redor de R$5,66
 
Vitor Andrioli
Leonardo Rossetti
Leonel Oliveira Mattos
Câmbio reflete expectativa de aprovação para
PEC dos Precatórios no Senado

O par real/dólar apresentava tendência de queda nas primeiras operações desta quinta-feira (02). No momento da publicação deste texto (09h30min), ele era cotado ao redor de R$5,66, variação de -0,2% comparado ao valor de encerramento de ontem. Já o dollar index era cotado ao redor de 95,9 pontos, queda de 0,1% em relação ao fechamento de quarta. A agenda do dia está preenchida, mas o mercado de câmbio deve acompanhar, principalmente, o cenário doméstico no pregão de hoje. Logo cedo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre de 2021 apresentou redução de 0,1% ante o segundo trimestre, puxado por uma forte queda na produção agropecuária. Como o segundo trimestre também apresentou uma retração (-0,4%), tecnicamente o país está em recessão – termo técnico utilizado quando o PIB se reduz por um período de dois ou mais trimestres. Hoje, também, os senadores votam em Plenário a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios e a Medida Provisória que cria o Auxílio Brasil, temas centrais nas agendas legislativas do governo de Jair Bolsonaro. No exterior, o ambiente é de maior tranquilidade e menor aversão aos riscos ao passo que mais informações são descobertas sobre a variável ômicron do coronavírus e os cenários mais pessimistas estão sendo afastados, por enquanto. Na agenda do dia, o ministro da Economia, Paulo Guedes, concede palestras às 10h15min e às 19h00min, ao passo que diversos membros do Federal Reserve (Fed) também possuem falas públicas agendadas, como Randal Quarles, às 13h00min, e Raphael Bostic, Mary Daly e Tom Barkin, em eventos separados, às 13h30min.

O IBGE divulgou, nesta manhã, que o Produto Interno Bruto recuou ligeiramente na passagem do segundo para o terceiro trimestre, uma variação de -0,1%. Em relação ao terceiro trimestre de 2020, período ainda impactado pelas consequências econômicas da Covid-19, o PIB cresceu 4,0%. Como no segundo trimestre deste ano também houve retração de 0,4%, o país está tecnicamente em recessão, o que mostra a fraqueza da recuperação econômica brasileira no pós-pandemia. Sob a ótica da produção, tal desempenho foi influenciado pela forte queda na produção agropecuária (-8,0%) no terceiro trimestre, que se sobrepôs à alta de 1,1% dos serviços. Já a indústria permaneceu em estabilidade (0,0%). Segundo Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, a diminuição abrupta do setor primário se explica pela base de comparação elevada, visto que foi a atividade que mais cresceu durante a pandemia, a ocorrência de fatores climáticos adversos para o plantio de algumas culturas, a bienalidade negativa para o café e o término da colheita da soja, principal commodity brasileira. Já a indústria apresentou crescimento apenas para construção (3,9%), ao passo que Serviços Industriais de Utilidade Pública (-1,1%), indústria de transformação (-1,0%) e indústria extrativa (-0,4%) apresentaram redução. Serviços apresentou crescimento em quatro das sete atividades que compõem o setor, com destaque para outras atividades de serviços (4,4%), que reúnem diversos serviços prestados às famílias. “Com o avanço da vacinação contra Covid-19 e o consequente aumento da mobilidade e reabertura da economia, as famílias passaram a consumir menos bens e mais serviços.”, comentou Palis, em nota. Apenas as atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (-0,5%) e comércio (-0,4%) registraram variações negativas.

Pela ótica da demanda, o consumo das famílias e o consumo do governo contribuíram para a expansão do PIB ao crescer, respectivamente, 0,9% e 0,8% no terceiro trimestre. Os investimentos (formação bruta de capital fixo) recuaram levemente (-0,1%). Contudo, a contribuição da demanda interna acabou sendo anulada pela diminuição na demanda no exterior. As exportações recuaram 9,8% no trimestre, por da menor produção agropecuária, fato amenizado pela queda nas importações de 8,3%. No saldo total, contudo, o setor externo contribuiu negativamente para a geração de riqueza no país.

Por fim, é importante destacar que o Senado vota, hoje, a PEC dos Precatórios (PEC 23/21) e a Medida Provisória MP 1061/2021, que criou o Programa Auxílio Brasil. O líder do governo e relator da PEC, senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), indicou ontem que deve alterar ainda mais o texto de seu parecer para conseguir o apoio de partidos críticos ao projeto, como PSDB, Cidadania e Podemos. Assim, há uma expectativa de aprovação de ambos os textos legislativos, em que pese algumas resistências por parte da equipe econômica do próprio governo. Dentre as alterações propostas por Bezerra Coelho, está aquela que limita o prazo permitido para o “subteto” dos precatórios até 2026, ao invés de 2036, ou seja, o governo só poderia prorrogar parte dos precatórios até 2026 e precisaria voltar a pagar integralmente suas dívidas a partir do ano seguinte. Este “regime especial” para os precatórios tem sido tratados por diversos analistas como um calote por parte do governo e deixará passivos crescentes para o governante que assumir o fim desse período de “subteto”.

TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS
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Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e CommodityNetwork Trader’s Pro.

  • Moedas

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